Resultados para: rússia

Ronald McDonald na Tailandia
25.09.2019 McDonald’s pelo mundo: uso muito tudo isso!

Há quem não goste, mas aprendi durante as minhas viagens como mochileira a me sentir sempre em casa quando encontro McDonald’s pelo mundo. Calma, não é apenas sabor artificial da comida fast food que me leva a esse estado.

É que encontrar o McDonald’s pelo mundo, o grande vilão da dominação cultural americana, é ter a certeza de que teremos acessos aos itens básicos de viajante, sem nem ao menos ter a obrigatoriedade de gastar.

McDonalds no Vietna
Sanduíches oferecidos no McDonald’s do Vietnã

Estrutura: McDonald’s pelo mundo é salva-vida de viajantes

Os números realmente assustam! No mundo existem 37 mil pontos de vendas em 120  países, onde são vendidos cerca de 1,5 bilhão de Big Macs por dia.

Mas, atire o primeiro hambúrguer quem nunca procurou o McDonald’s só para usar o banheiro. É disso que eu falo, desse tipo de conveniência necessária em alguns momentos durante uma viagem: 

Wi-Fi: grátis e na maioria das vezes com tempo ilimitado.

Mesas: dá para usar a estrutura de meses para trabalhar e estudar, sem se preocupar se está ocupando tempo demais espaço. 

Ar-condicionado: quem já viajou para Egito sabe da importância disso…

Ronald McDonald Thailand
Ronald McDonald’s na Tailândia fazendo o gesto Wai, que quer dizer gratidão

Sabor familiar: por mais que a gente já saiba “de cor e salteado” e já leu em todas as cartilhas possíveis que esse tipo de lanche não é saudável, pelo menos sabemos o que estamos comendo.

Tomadas: para carregar o computador ou celular. 

Totens: já existem disponíveis, inclusive no Brasil, uma série de totens nos restaurantes, onde é possível fazer o seu pedido em diversas línguas. É ótimo quando viajamos para lugares onde a comunicação é difícil. 

E é uma estrutura que não apenas viajantes usam. Já ouviram falar dos McRefugiados? É um assunto bem triste, mas são pessoas que utilizam a estrutura das unidades 24 horas da loja como uma espécie de albergue. A maioria deles fazem isso em Hong Kong, por conta da desigualdade social. 

Caldo Verde do McDonald's pelo Mundo
Caldo Verde no McDonald’s em Portugal

McDonald’s pelo mundo: como são os lanches por aí?

Confesso que simplesmente adoro antes de viajar entrar no sites dos McDonald’s dos países para ficar caçando o que há de diferente. Já fizeram isso? Do mesmo jeito que o Cheddar McMelt (meu preferido) só tem no Brasil, o mesmo acontece em outros lugares.

Em Portugal, por exemplo, do tempo que morei por lá, vivia comendo o Caldo Verde. Já na Holanda, a delícia é o sanduíche de croquete, um dos pratos típicos do país. Já em Buenos Aires, a delícia fica por conta do sundae de doce de leite.

Filipinas 🇵🇭

A culinária italiana está bem presente nas Filipinas. Por conta disso, no McDonald’s também dá para comer macarrão no Dia Nacional do Spaghetti. Mama mia!!! 

Vietnã 🇻🇳

Na terra do Pho Bo, a sopa com macarrão e carne vietnamita, o McDonald’s faz bastante sucesso. Estive por lá e o restaurante sempre fica bem cheio, principalmente no almoço. A novidade da loja são os pratos de arroz com frango ou porco, tudo claro, sempre regado com muita pimenta.  

Canadá 🇨🇦

Essa é bem novidade. Já viram alguém comer pedaços de frango com mel? Só no Canadá!

Índia 🇮🇳

Como a maioria do país é vegetariano, são servidos pratos de arroz com legumes em duas versões: com ou sem molho picante.

Tailândia 🇹🇭

KFC? Não, no McDonald’s da Tailândia são vendidos pedaços de frango também. Aliás, isso é muito comum nos países asiáticos, já que eles gostam bastante de frituras.

China 🇨🇳

Ao mesmo tempo que o McDonald’s da China parece ser saudável, vendendo milho, ele oferece aos consumidores o McWings, um mega lanche com hambúrguer e duas linguiças enormes.

McDonald's chines
O McDonald’s da China não tem Instagram!

Coréia do Sul 🇰🇷

Se aqui amamos a Tortinha de maçã, na Coréia a campeã é a de milho

Rússia 🇷🇺

Você nunca viu nada igual, Wrap de Camarão? Só no макдоналдс! 

Indonésia 🇮🇩

Coração? Não, é um pedaço de frango com pimenta mesmo!

McDonald’s Halal, Kosher e Vegetariano

Com o objetivo de expandir cada vez mais seus negócios, a maior rede de fast food do mundo tem se adaptado para entrar nos mercados locais, seguindo as normas sacras que determinam o tipo de alimentação permitida para os seguidores de cada religião.

Nos países árabes onde são necessárias cumprir as regras do Shari’ah para o Halal, seguindo as leis do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, é proibido o consumo de carne de porco, então nem pensar ter bacon no hambúrguer. A carne de boi também deve seguir algumas regras: não pode conter sangue e no momento de abate do animal, é preciso a morte seja rápida, que ele esteja em direção a Meca (a cidade sagrada do islamismo) e que seja realizada uma reza para Alá.  

Para atender as solicitações do judaísmo, existe o McDonald’s Kosher em Israel e na Argentina (onde existe uma grande imigração). Nesse caso, os sanduíches devem ser preparados seguindo as normas do Kashrut, de acordo com o livro sagrado dos judeus, o Torah.

As restrições na alimentação são diversas, mas é importante que não tenha o contato do leite e seus derivados com nenhum tipo de carne. Por isso, o pão é especial, os sanduíches não contém queijo e o estabelecimento deve ser supervisionado por um rabino. As carnes também são especiais, pois devem seguir algumas normas de abate. Além disso, o restaurante não pode abrir de sábado, quando é shabat. 

MUNDO | Assista a série Aeroporto da National Geographic

Já na Índia, onde o hinduísmo pede para que seus devotos tratem a vaca de forma sagrado, como manda o épico indiano Mahabharata, os sanduíches são preparados com carne de frango ou vegetais, como McAloo Tikki, feito com hambúrguer de purê de batatas, misturado com pimentas e ervilhas. 

McDonald’s pelo mundo: onde ele não deu certo

Por motivos óbvios alguns países não possuem nenhum restaurante da rede, como o Irã e a Coréia do Norte. Já outros até chegaram a ter, mas por conta da instabilidade financeira na época foi preciso fechar as unidades, como no caso de Babados e da Islândia. Aliás, ainda existe uma McOferta por lá. É que o Bus Hostel guardou as últimas batatas e lanche para a posteridade, deixando em exposição na área comum. 

Em outras regiões o problema foi outro. Na Bolívia o sanduíche não caiu no paladar da população, que preferiu suas deliciosas saltenhas. Já na Jamaica, os lanches eram muito pequenos para satisfazer o apetite dos jamaicanos.  

McDonald's na Rússia
McDonald’s na Rússia: alfabeto cirílico

Os lanches mais caros e os mais baratos do McDonald’s pelo mundo

A revista inglesa The Economist que trata de finanças e negócios possui desde 1986, o chamado “Índice Big Mac”, como uma forma de aproveitar a globalização do sanduíche para conseguir mensurar o poder de compra em mais de cem países. 

Com toda uma metodologia própria, eles escolheram o lanche pelo simples fato dele estar presente em uma boa parte do mundo e de seus ingredientes serem praticamente os mesmos em todos os lugares. Esses são os resultados de julho de 2019, retirados do site da revista: 

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Olá, meu nome é Thatiane Ferrari

Jornalista especializada em cultura. Já zanzei por mais de 35 países, na maioria das vezes sozinha e com o orçamento curto. Decidi reunir aqui minhas andanças pelo mundo, com o objetivo de compartilhar e estimular a ideia de menos consumo e mais vivência. Viajar é possível, basta planejar!

30.08.2019 Como é se hospedar em hostel? Guia completo!

Muita gente fica esperando a desejada estabilidade financeira ou a companhia perfeita para fazer a viagem dos sonhos. Acontece que, nada disso é simples e muitas vezes o momento ou a pessoa perfeita pode nem chegar. Por isso, uma maneira de não deixar a vida passar é aproveitar tudo do jeito que der. Se hospedar em hostel, para muitos é o jeito ideal de aliar a falta de dinheiro e a de uma companhia.

Diferença entre se hospedar em hostel e em hotel

Basicamente a única coisa que iguala os dois é que você terá uma cama com um colchão para dormir. De resto, tudo é bem diferente:

Hotel

Quartos individuais mobiliados, com acesso a internet, telefone, frigobar e serviços exclusivos oferecidos pelos funcionários da hospedagem, que pode ser de 1 até 5 estrelas. Hall de entrada que serve apenas de passagem e pouco ou nenhum contato com os outros hóspedes.

Hostel

Quartos compartilhados com diversas camas (na maioria das vezes beliches). Armário para guardar os pertences, banheiro dividido, cozinha comunitária e área social para convivência – claro, isso tudo muda conforme a hospedagem. Existe também a possibilidades desses locais terem quartos individuais com banheiros privativos, onde o hóspede divide apenas as outras áreas comuns.

Caixa de doações no Hostel
Hostel é naturalmente sinônimo de compartilhamento

História dos hostels no mundo e no Brasil

A filosofia alberguista surgiu com o propósito de oferecer a descoberta de novas culturas de maneira acessível e integral para pessoas todas as idades.

O criador do primeiro hostel foi um professor. O alemão Richard Schirmann teve a ideia em 1909, no momento em que precisava se abrigar durante uma tempestade na estrada com um grupo de estudantes. Três anos depois, em 1912, ele abriria as portas de um castelo, na cidade de Altena, na Alemanha. Uma curiosidade: o local funciona até hoje,  A construção é do século 12, foi residência oficial de um conde e também sede da tropa da Prússia, durante uma ocupação no século 17.

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04.06.2019 Festa do Imigrante em São Paulo: uma celebração cultural

Já virou tradição na cidade. Todos os anos, a antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, atual Museu da Imigração, abre suas portas para receber milhares de pessoas, que se reúnem com a intenção de celebrar suas origens. Nos dias 8 e 9 de junho de 2019, com o tema “Reencontre suas raízes”, a Festa do Imigrante em São Paulo, oferece uma oportunidade única para quem quer ter contato direto com a cultura de mais de 45 nacionalidades.

Em sua 24ª edição, a Festa do Imigrante em São Paulo, apresenta aos visitantes uma série de manifestações artísticas, gastronomia, oficinas de culinária, workshop de danças e artesanatos. Imigrar é um ato de coragem: um processo de ocupação do mundo em busca do desconhecido. É enfrentar o novo com o coração cheio de sonhos, almejando sempre dias melhores. Por isso, essa é a melhor forma de mostrar como a cidade consegue, com sua pluralidade, receber todos de braços abertos.

Comida da Coréia do Sul Festa do Imigrante em São Paulo
Barraca com as delícias da Coréia do Sul

Festa do Imigrante em São Paulo: a cidade de braços abertos!

A grandiosidade da Festa do Imigrante em São Paulo faz juz ao tamanho da cidade. Nela ganham destaque não apenas as nacionalidades de grande fluxo migratório como a portuguesa, italiana, japonesa e espanhola. Ela oferece também oportunidade de espaço para a nova geração de imigrantes, como famílias vindas da Síria, Venezuela, Bolívia, Camarões e Congo.

Essa São Paulo cosmopolita em diversos âmbitos possui também uma grande diversidade quando o assunto é gastronomia. São cheiros e sabores de todo o mundo, espalhados por 43 tendas gastronômicas. Para apresentar um pouco da cultura de cada um desses lugares, criamos lá no Facebook (com a ajuda do fotógrafo Luca Meola) uma galeria com os destaques dos cardápios. É só conferir.

                                     

No palco, mais de 22 horas de shows com apresentações de grupos folclóricos e contemporâneos estão garantidas. São artistas estrangeiros ou descendentes que demonstram no palco suas aptidões e amor pela nação que carregam no sangue, como Palestina, Bielorrússia e Coreia do Sul.  

Para quem não gosta só de assistir, mas também curte participar, algumas das companhias de dança ministrarão workshops com passos característicos de cada localidade. O jeito é ir com roupa leve e sapato confortável para aproveitar a programação.

SÃO PAULO | Museu do Futebol: Paixão Nacional

Há também o Empório, uma área onde estão os expositores com produtos frescos que podem ser levados para casa, como pães com fermentação natural, geléias, queijos e embutidos.

Além disso, o projeto “Sabor Paulista” oferece aulas com alguns dos principais chefes de cozinha do evento, valorizando a diversidade gastronômica que existe em São Paulo. É possível aprender a preparar pratos deliciosos que são referências na cultura de diversos países, como o Vareniks, da Rússia, uma massa recheada de batata ou o Tutmanic, um pão recheado com queijo da Bulgária.

Já para as crianças, o Espaço Faz e Conta trata do assunto imigração de forma delicada e lúdica, apresentando por meio de contações de histórias, um pouco do que acontece pelo mundo.

Paella da Espanha
Barraca da Espanha com a famosa paella

Museu da Imigração em São Paulo

Local onde se preserva toda a história do processo imigratório em São Paulo e no Brasil, o Museu da Imigração abrigou durante muitos anos, milhares de pessoas que chegavam na cidade, vindos de outros países e estados e não tinham onde permanecer.

Sua hospedaria serviu como base para famílias inteiras oriundas de diversas localidades, que vinham de diferentes partes do mundo com vontade de ficar. Algumas dessas histórias são contadas na exposição de longa duração  “Migrar: experiências, memórias e identidades”.

Ela apresenta ao visitante oito áreas que mostram desde a origem do processo imigratório no mundo até chegar nos dias atuais. Para quem possui curiosidade e quer encontrar registros de seus familiares, que porventura possam ter passado por lá, é possível pesquisar no livro digital de matrículas. Há também a lista de bordo de imigrantes que embarcaram no porto de Santos, entre os anos de 1888 e 1965.

Serviços

Museu da Imigração | 24ª Festa do Imigrante
Confira a programação completa: http://bit.ly/2JICSVY
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Acessibilidade no local
Próximo ao metrô Bresser|Moóca – Dias 8 e 9 de junho (sábado e domingo) – Das 10h às 18h.
Ingressos: R$ 10,00 (Meia-entrada: R$ 5,00).

Fotos: Luca Meola (@lucameola1977)

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Estreia do Trip-Encontro no Hostel Ô de Casa
10.05.2019 Trip-Encontro em São Paulo: Zanzemos presente!

E quando seus desejos e vontades de conhecer o mundo não podem ser compartilhados e a única alternativa é partir sozinho? Para falar sobre a aventura de viajar só, é que aconteceu no dia 2 de maio, a estreia do Trip-Encontro, no jardim suspenso do Hostel Ô de Casa, na Vila Madalena, em São Paulo.

O evento contou com a presença de viajantes como o Dj Tahira, a atriz e jornalista Paula Vilhena, o agente de viagens Leandro Monteiro da Malucos por Trip e eu, jornalista e viajante Thatiane Ferrari. Participei em nome do Zanzemos com o intuito de relatar a minha experiência em viajar sozinha para mais de 30 países. Egito, Rússia e Tailândia foram alguns dos lugares que estive desbravando sem nenhuma companhia.

Primeira edição do Trip-Encontro no Hostel Ô de Casa
Bate papo com a plateia no Trip-Encontro

Em um bate-papo super descontraído, com a mediação do também jornalista Márcio Lázaro, fomos abordados sobre como começamos a viajar sozinhos, quais foram as motivações, os desafios enfrentados por mulheres, entre outros temas.

Trip-Encontro: viajantes virtuais

Na plateia, Reinaldo Pacheco de Moraes e a sua companheira Lourdes Laet, viajantes leitores aqui do Zanzemos, relataram algumas de suas aventuras pelo mundo. Trocamos figurinhas quando eles foram para o Egito e eu pedi ajuda no roteiro para eles quando estive no Sudeste Asiático. Enfim nos conhecemos pessoalmente!

Encontro de viajantes
Com Reinaldo e Lourdes – Encontro de viajantes

Pedrinho Pira, representando o Ô de Casa – que abriu suas portas para receber a primeira edição do encontro – contou um pouco da trajetória do hostel e falou sobre a alegria de receber viajantes. Aliás, depois do evento fiz um tour pelas dependências do hostel e sem dúvidas ele é a melhor opção para quem busca hospedagem em São Paulo. Tem tudo o que a gente gosta: preço bom, área de convivência espaçosa, cozinha equipada, limpeza e cama boa. E o melhor de tudo, dá para reservar pelo Booking!!! Clique no banner abaixo para ler as avaliações:

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O Trip-Encontro faz parte uma série de bate-papos pertinentes, onde diferentes temáticas são abordadas de maneira singular. Além do papo de mochila, existem o Fut-Encontro, Cine-Encontro, Cozinha-Encontro e o Música-Encontro. Fiquem atentos as redes sociais de cada um dos eventos, para saber quando haverá as próximas edições.

Assista na íntegra a primeira edição do Trip-Encontro sobre o tema: viajar só!

Fotos: Júlio César Almeida @juliocesaarrrr

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Jornalista especializada em cultura. Já zanzei por mais de 35 países, na maioria das vezes sozinha e com o orçamento curto. Decidi reunir aqui minhas andanças pelo mundo, com o objetivo de compartilhar e estimular a ideia de menos consumo e mais vivência. Viajar é possível, basta planejar!

11.01.2017 Viagem de trem: de Moscou a São Petersburgo

trem_noturno_russia
Não foi o charme e nem a possibilidade de me sentir em um filme dos anos 1920 que me fez optar por uma viagem de trem de Moscou a São Petersburgo. Longe disso. O que me levou a escolher as linhas ferroviárias na Rússia foi a certeza de economizar alguns rublos e hospedagem.

Optei por comprar a passagem com dois meses de antecedência pela Russian Train e acho que foi a melhor opção, já que não tive que tentar nenhum contato verbal em russo. O site com tradução em inglês só é confuso na hora de escolher os assentos. Como não tinha experiência nisso, acabei escolhendo na cara e na coragem.

Comprei meu bilhete de viagem noturna, com saída às 1h15 e chegada às 10h09, por $57.53 (Abril/2016), com saída pela Leningradskiy Railway Station (Ленинградский Вокзал), localizada no metrô Komsomolskaya. Do outro lado da rua. Aconselho chegar com uma certa antecedência, não apenas para admirar a arquitetura da estação de metrô (simplesmente maravilhosa), mas também para se localizar. Não se iluda, absolutamente TUDO é em russo. Me perdi e precisei da ajuda de alguns desconhecidos (que eu chamo de anjos) pelo caminho!

A estação de trem é bem equipada com banheiro, lanchonetes e Wi-Fi, o que faz também ser super procurada por moradores de rua que dormem em seus bancos.

ticket_para_o_trem_Moscou_SaoPetersburgo

Minha passagem: russo e inglês

Foi bem confuso encontrar o meu assento, só consegui com a ajuda de alguns passageiros. O espaço é bem reduzido (lê-se pequeno e apertado). Mala grande (igual a minha) sofrem com os corredores reduzidos e o compartimento no alto do vagão. Se não fossem meus companheiros de trajeto…

Outro ponto que vale a pena citar é o atendimento após a compra. Recebi um e-mail com informações sobre o local da partida e frases úteis traduzidas do inglês para o russo caso fosse necessário usar:

Existe também a possibilidade do trem bala chamado Sapsan, que liga as duas cidades em apenas 4 horas de viagem. Como a minha ideia era viajar de noite, resolvi não investir.  Caso você preferia avião, também existe a opção da Siberia Airlines, que às vezes apresentam preços bem competitivos com os trens.



      Quer saber mais sobre a Rússia?

          + The Old Moscow Circus – o fantástico circo em Moscou

          + Como comprar ingressos para o Teatro Bolshoi

          + Dica de visita: Kremlin e o Mercado Izmailovsky  



Moscou a São Petersburgo – trem noturno

Existem dois tipos de vagões pela Russian Train . Os “Coupé”, que são mais confortáveis, com compartimentos e consequentemente mais caros e os “Platzkart”, com quatro beliches em cada compartimento, sem separação e mais barato. Adivinha qual eu escolhi? Claro que a última opção!

A cada 4 assentos existe uma mesa que é compartilhada. Cada dois assentos são 2 camas. Uma onde as duas pessoas sentam e a outra no alto. É preciso entrar em um consenso com seu companheiro, pois um tem que subir para que o outro possa dormir. O mesmo acontece de manhã. É preciso que o de baixo acorde para que o outro possa descer e sentar na mesa. Não espere wi-fi dentro do trem, viu.

Dicas_trem_Russia

E-mail super útil que recebi dias antes da viagem

É oferecida toda a roupa de cama e travesseiro. Não sei se foi o cansaço, mas confesso que achei bem confortável. Esse trajeto é muito utilizado pelos próprios moscovitas, então acaba sendo também uma maneira de você se inserir na cultura local. Vi poucos turistas por ali.

Pela manhã no fundo do vagão são vendidas snacks e bebidas quentes em porta-copos de metal super interessantes. O banheiro não estava muito limpo, mas comparado com o banheiro modelo asiático do Terminal na chegada, aconselho você a se resolver no primeiro!

A facilidade de ir de trem para São Petersburgo é que a Moskovsky Rail Terminal (Московский вокзал) fica bem na avenida principal da cidade, a Nevsky Prospekt, onde estão localizados os principais hotéis e hostels. É ideal que você fique hospedado nessa região, pois é próximo dos principais pontos turísticos, restaurantes e lojas.

 

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07.01.2017 The Old Moscow Circus: fantástico circo em Moscou

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A magia do “maior espetáculo da terra” sempre me fascinou e como fã dos palhaços russos Oleg Popoov e Slava Polúnin (do Slava Snow Show) não teria como ir pra Rússia e não assistir nenhum espetáculo. Escolhi então conhecer o mais antigo circo localizado na capital, o The Old Moscow Circus.

Mesmo após a revolução de 1917 os líderes da União Soviética reconheceram a importância da arte. Mantiveram e ampliaram escolas de circo e ballet como uma forma de aumentar o acesso da população. O The Old Moscow Circus é um exemplo dessa política. Inaugurado em 1880, ele tornou-se em 1929 um centro de treinamento de circo estatal, o primeiro do mundo.

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Entretenimento com animais na porta do circo



Ela até hoje é um referência quando o assunto é arte. Para se ter uma ideia, segundo A Gazeta Russa de 20 a 25% do elenco do mundialmente famoso grupo canadense Cirque du Soleil é oriundo de países antigamente constituídos pela URSS. Só com essa informação conseguimos compreender a potência soviética no assunto.

Comprando o ingresso para o Moscow Circus

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Blheteria em russo é театральная касса


Para conseguir o preço promocional tive que garantir meu ingresso um dia antes na bilheteria do circo (кассa), que fica em uma entrada ao lado. O espetáculo possui oito setores com valores que vão de 500 a 3500 rublos. O valor do meu ticket saiu por 600 rublos. A localização do meu assento não era perfeita, mas pude assistir tranquila.

O site para comprar os ingressos do Circo em Moscou é inteiro em russo, mas você pode habilitar a tradução na página do Chrome. Os horários dos espetáculos variam, mas aos finais de semana costuma ter mais de um horário disponível.

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Clique para ampliar!

 



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Respeitável Público!

Como uma boa curiosa resolvi chegar um pouco mais cedo no dia do espetáculo para conseguir observar como os moscovitas consomem tal atração. Para o meu espanto (e tristeza, já que não gosto) acabei me deparando com a utilização de diversos animais sendo usados para tirar fotos com o público.

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Antes do primeiro sinal


Cachorros, camelos e até tigres e leões. Os dois últimos sendo conduzidos por adestradores, que com cordas tão curtas, não dariam conta de prevenir qualquer desastre.

Como em toda casa de espetáculo na Rússia, o circo possui um guarda-volumes gratuitamente para que você possa deixar seus casacos. Faça isso pois escolhi me arriscar e passei um terrível calor lá dentro. O assento é pequeno e o volume do casaco acaba incomodando também.

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No interior do circo, uma surpresa. Que arquitetura maravilhosa!!! Nunca imaginei que entraria em um espaço circense sem ter que me deparar com a nossa tão companheira lona. O picadeiro é tão lindo que abriga um palco especial para a orquestra tocar ao vivo.

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Cartaz do espetáculo


Durante o espetáculo é proibido fotos. Foram 2 horas e 20 minutos (com uma pausa rápida) de puro talento dos artistas russos, com técnicas tão limpas e perfeitas que facilmente conduziram o público para a magia da arte. Não vou dizer que não foi surpreendente o número final com diversos elefantes, mas preferia que eles estivessem em seu habitat natural.



SERVIÇO: 
The Old Moscow Circus 
Endereço: Tsvetnoy Boulevard, 13 – Moscou – Rússia
Tel. +7 (495) 625-8970

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15.11.2016 Ingressos para o Teatro Bolshoi: como comprar?

img_2981 Considerado Patrimônio Cultural Mundial pela ONU e a UNESCO, além de um dos mais fortes símbolos russos, o Teatro Bolshoi se destaca por possuir uma das mais importantes companhias de balé e ópera do mundo. Foi lá que em 1877, Tchaikovsky estreou o mundialmente conhecido “O Lago dos Cisnes”. Quando eu pensava em conhecer a Rússia logo surgia na mente toda a tradição cultural que esse povo carrega. Mais do que visitar lugares históricos, minha ânsia era a de assistir alguns espetáculos e vivenciar um pouco disso tudo. Pode pensar que é exagero, mas considerava o simples ato de pisar no Teatro Bolshoi uma experiência de vida, da mesma forma que estava na minha lista conhecer o Teatro de Artes de Moscou (mesmo que da porta) e assistir ao The Old Moscow Circus.

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Antes do terceiro sinal

Minha vontade era assistir ao balé, mas por consequência do destino no período da minha estadia na Rússia eles estariam em tour por aqui. Uma curiosidade é que o Brasil é o único país que possui uma escola do Bolshoi, na cidade de Joinville, em Santa Catarina. O legal é que a companhia russa possui atualmente quatro brasileiros no elenco, entre eles três formados na escola brasileira. Mudança de planos e tive que me contentar em assistir um concerto. Eles oferecem visitas guiadas pelo teatro, mas não era bem isso que eu procurava.

Ingressos para o Teatro Bolshoi

Contrariando a informação que li em um blog de que “é praticamente impossível comprar ingressos pelo site, sendo estrangeiros, então o melhor é solicitar através de agências ou guias”, comprei sozinha o meu ticket no site oficial. Com cerca de um mês de antecedência consegui fazer a reserva do ingresso para a apresentação do Bolshoi Theatre Brass Ensembles Concert. O legal do site é que ele informa quantos ainda têm disponíveis, então dá para você se programar.



  Quer saber mais sobre a Rússia?

          + Viagem de trem: de Moscou a São Petersburgo

          + The Old Moscow Circus – o fantástico circo em Moscou

          + Como comprar ingressos para o Teatro Bolshoi

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Pisando no Bolshoi

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Comprando antes consegui um lugar pertinho do palco

Por estar chovendo bastante cheguei com uma certa antecedência, o que foi ótimo pois pude explorar a lojinha um pouco antes de entrar na sala de espetáculo. Um curiosidade é que na entrada além de mostrar meus pertences, a guarda pediu também que eu abrisse minha garrafa de água para que ela pudesse cheirar e verificar que não se tratava de vodka kkkk Lá dentro o público segue para uma sala onde é possível guardar seus casacos. Como estava bem frio pude acompanhar a elegância das vestimentas, em cores sóbrias e tecidos imponentes. Na verdade no site tem uma parte destinada a etiqueta, informando quais são as roupas mais apropriadas para frequentar o espaço.

Como estava frio fui toda de preto, com casaco e bota, mas realmente não pensei em levar uma roupa especial. Na sala do concerto, a Beethoven Hall, uma mescla de pessoas de diversas idades compunham o público. Vi crianças ficarem quietinhas acompanhando cada canção do programa. Não preciso nem dizer que fiquei encantada com o concerto. Todos os músicos do conjunto são solistas do Bolshoi. No Brass Ensemble eles executam estilos mais diversificados. Além da música clássica eles passeiam pelo jazz, folk e até a… bossa nova! O ponto principal para mim foi quando o maestro tocou “Chega de Saudade” do Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Confesso que me emocionei!

Serviço:
Teatro Bolshoi Endereço: Teatralnaya SQ, 1 – Moscou – Rússia
Informações: +7 (495) 455-5555 ou sales@bolshoi.ru http://www.bolshoi.ru
Metrô: Estação Teatralnaya (saída Theatre Bolshoi) ou Ryad Okhotnyi (saída para Theatre Square).

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