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12.11.2016 Viajar de ônibus pelo Leste Europeu: como funciona?

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Viajar de ônibus pelo Leste Europeu é vantajoso em diversos sentidos. Além de ser um destino consideravelmente barato, com uma bagagem cultural, fatos históricos e gastronomia cheia de encantos, é também tudo muito compacto. Explico. Em 10 horas de viagem de ônibus você sai da Cracóvia, na Polônia e chega em Praga, na República Tcheca. Ou, de Riga, na Letônia e até a cidade de Kaunas, na Lituânia basta apenas 4 horas de rodovia.

A questão da extensão territorial para nós, que vivemos no Brasil, o quinto maior do mundo com 8.516.000 km², é relativamente complexa ao pensarmos que de São Paulo até Buenos Aires, na Argentina uma viagem de ônibus leva aproximadamente 37 horas. E do mesmo modo da capital paulista, até Santiago, no Chile a jornada pode atingir 56 horas de estrada. Viajar de ônibus pelo Leste Europeu é totalmente diferente.

Viajar de ônibus pelo Leste Europeu: minha experiência

Como meu tempo de viagem pelo Leste Europeu estava relativamente tranquilo (40 dias), resolvi traçar minha rota – em sua grande maioria- em trajetos de ônibus, no intuito de economizar o máximo possível. Comprei a maioria das passagens com pelo menos dois meses de antecedência pela internet. Não tive nenhum problema, pois uma parte das companhias de ônibus possuem o site também em inglês.

As principais companhias oferecem ônibus estilo luxo, com assentos confortáveis, ar-condicionado, internet, água, chá e serviço de entretenimento (igual de avião). Claro, nem tudo são flores. Pode ser que em algum destino apareça um cacareco vindo lhe buscar (aconteceu comigo).

A vida também é feita de perrengues

Durante todo o trajeto só tive problemas saindo da Cracóvia, na Polônia. Na rodoviária ninguém falava inglês e eu não conseguia entender o motivo do atraso. Compreendi que deveria esperar, mas não sabia por quanto tempo. Resultado: depois de mais de uma hora chegou o ônibus. Eu estava tão apertada para ir ao banheiro (sim, eu não podia sair do ponto) que na hora que chegou dei gritos de alegria.

A animação era tanta que nem reparei na carcaça do lado de fora. Por dentro, ele vindo da Ucrânia, estava caindo aos pedaços. Tanto que não tinha banheiro. Foi preciso concentração e mímica para compadecer o motorista e convencê-lo de parar em um posto na estrada.

Empresas e alguns preços para viajar de ônibus pelo Leste Europeu

Viajando pela Rússia, Letônia, Lituânia e Polônia utilizei os serviços da Lux Express (http://www.luxexpress.eu). Já pela República Tcheca, Áustria (não é Leste Europeu) e Eslováquia, utilizei a Eurolines (http://www.eurolines.com).

Para chegar na Hungria fui de Orange Ways (http://www.orangeways.com/en) e pela Croácia viajei pela Auto Trans (https://www.autotrans.hr/hr-hr/naslovna).

Para se ter uma ideia de valores, gastei em maio de 2016:

Riga (Letônia) X Kaunas (Lituânia) – 18,80 Euros

Varsóvia (Polônia) X Cracóvia (Polônia) – 10 Euros

Cracóvia (Polônia) X Praga (República Tcheca) – 20 Euros

Budapeste (Hungria) X Zagreb (Croácia) – 12,50 Euros

Vale a pena ressaltar também a importância de verificar o ponto exato de saída e partida do ônibus. Em muitos locais o embarque e desembarque não são realizados em uma rodoviária e sim em pontos na rua. Se tiver dúvidas entre em contato com a empresa. Fique atento!

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Olá, meu nome é Thatiane Ferrari

Jornalista especializada em cultura. Já zanzei por mais de 35 países, na maioria das vezes sozinha e com o orçamento curto. Decidi reunir aqui minhas andanças pelo mundo, com o objetivo de compartilhar e estimular a ideia de menos consumo e mais vivência. Viajar é possível, basta planejar!

26.10.2016  ​Kremlin e Mercado Izmailovsky

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Infelizmente eles não são muito divulgados e, quando citados em guias de turismo ganham sempre um pequeno destaque com poucas linhas sobre o que realmente significa, figurando sempre apenas na área da recomendação de lugar quando o assunto é economia em souvenirs.

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Dentro do Izmailovsky Kremlin


O Izmailovsky Kremlin (Измайловский Кремль – Kremlin  Izmailovo) que abriga também o Izmailovsky Market (Рынок Измайловский – Mercado Izmailovo), foi fundado por Alexander Fedorovich Ushakov e Marina V. Alexeyeva em 2003. A ideia era criar de um centro de cultura e entretenimento russo, onde anteriormente teria sido uma região para as olimpíadas de 1984.

Após um grave incêndio em 2005, ele voltou a ser reconstruído e hoje mantém firme uma arquitetura singular, repleta de encanto e magia. É uma atração imperdível que reúne história e tradição e permanece aberto todos os dias da semana.

 

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Bonecas Russas: variedade de tamanhos, cores e preços!


O Mercado Izmailovsky é sim o melhor local para comprar presentes, mas também é um dos maiores espaços para ter contato direto com a cultura russa. Isso porque, fora da rota tradicional turística, ele reúne os moscovitas para passeios de final de semana. O melhor dia para visitação é aos domingos, quando todas as atrações estão abertas.

 

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Programação dominical moscovita


Foi lá que conheci a minha amiga russa que fala português, Alexandra Grigorieva (conto sobre nosso encontro AQUI). Ela estava com sacolas cheias de comida para o almoço familiar de domingo, comprado em uma das centenas de barracas do mercado.

Inúmeros tipos de matrioskas (bonecas russas) pintadas à mão, objetos do período soviético e da II Guerra Mundial, quadros, tapetes de carcaça de animais, chapéus de pele, mercado de pulgas, echarpe de seda, câmeras antigas, miniaturas de igrejas e bustos do Lênin. É possível encontrar tudo isso e muito mais por lá. Uma dica: use e abuse do seu poder de barganha e ganhe facilmente descontos!

 

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Sim, por lá tem de tudo!

A parte do Kremlin é uma atração à parte. Certamente você vai suar para tentar encaixar todas as torres coloridas no enquadramento da foto. O lugar é surpreendente e abriga galerias inusitadas como o Museu da História da Vodka, o Museu do Chocolate, o Museu Vivo da Artes Folclóricas, Museu da Frota Russa, entre outros.

Crianças são bem vindas, pois o local possui um espaço enorme com diversas atrações interativas para os pequenos, além do Museu Russo dos Brinquedos.

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Bazar no Kremlin

Entrei curiosa em uma das casas e encontrei um bazar alternativo, com um rapaz tocando gaita e moças vendendo bijuterias.

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Clique para ampliar

O Izmailovsky oferece uma placa na porta com um mapa, mas acho eu que o mais legal é ir com tempo e se permitir perder-se por lá. De qualquer modo, aí vai o mapa (como tudo em Moscou, em russo)!

 



  Quer saber mais sobre a Rússia?

          + Viagem de trem: de Moscou a São Petersburgo

          + The Old Moscow Circus – o fantástico circo em Moscou

          + Como comprar ingressos para o Teatro Bolshoi

Como chegar ao “Complexo Izmailovsky “?

 

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Entrada do caminho que leva até o Mercado

Para chegar ao Kremlin Izmailovsky é fácil. Basta pegar a linha de metrô azul escura de número 3 Arbatsko-Pokrovskaya (Арбатско-Покровская) e descer na estação Partisanskaya (Партизанская). Achei os mapas um pouco confusos, mas não tem erro se você seguir o fluxo de visitantes saindo à esquerda da estação de metrô. Em uma pequena caminhada já é possível ver as torres da entrada ao fundo. Em muitos lugares li que havia taxa de entrada, mas não encontrei na porta do Mercado nenhuma bilheteria.

Confira mais imagens:

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Medoooo

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Medoooo 2

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Para aguentar o frio russo

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Antiguidades

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URSS X USA

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Lênin, sempre presente!

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Soviéticos

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Dá para enlouquecer aqui!

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Garimpando

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Mercado de Pulgas

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Moscovitas

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Imagem interna da porta principal do Kremlin

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Igreja de São Nícolas

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Mimos no Kremlin

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Parede do Bazar, no Kremlin

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Um lugar maravilhoso desses tem que aproveitar

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Som delícia no Bazar do Kremlin

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Mais um pouco do Bazar. Olha a maravilha dessa pintura na parede

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Dia inesquecível. Lugar imprescindível

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Arte russa

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Cada coisa mais linda que a outra 

Serviços:

Izmailovsky Kremlin  (Измайловский Кремль – Kremlin  Izmailovo)  e Izmailovsky Market (Рынок Измайловский – Mercado Izmailovo)
Endereço: Измайловское шоссе, 105187 Moscow
Telefone: +7 495 215-34-57

http://www.kremlin-izmailovo.com



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Olá, meu nome é Thatiane Ferrari

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01.08.2016 Crônicas de uma viajante: Bossa Russa

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Desperto no domingo de manhã do outro lado do mundo: Rússia. Na minha frente um dia inteiro de possibilidades e ao meu lado ninguém. Faço a checagem das anotações e planejo detalhadamente meu dia, com o prazer que só quem viaja sozinho consegue sentir.

Após enfrentar o temido, porém belíssimo metrô de Moscou, com todas suas placas e mapa em alfabeto cirílico, chego ao meu primeiro e principal destino do dia. Cercado de muralha com torres, na margem norte do rio Moscou, o Kremlin é o centro do poder político de toda a Rússia. Por trás de seus tijolos vermelhos existem prédios históricos, residência oficial, catedrais e tumbas.

Tudo estaria certo se a minha bota não resolvesse, ao cruzar o portão do Jardim de Alexandre, soltar uma parte considerável do solado. Tentei continuar a andar, mas depois de dois tropeços percebi que não daria para seguir o caminho.  Avistei uma porta que parecia um depósito dos funcionários, entrei. Lá dentro na penumbra um senhor ajeitava em um canto alguns objetos de jardinagem. Ele não entendia inglês e nem o desespero que me atormentava. Mostrei meu problema e a resposta foi uma cara de “não posso fazer nada”.

Sem ter nem ao menos um chiclete para unir as duas partes e quebrar um galho, resolvi ir atrás de uma cola, em uma caminhada de 1,5 km, até chegar a um mini mercado. Foi como encontrar água no deserto. A animação me deixou tão fora de mim que acabei estourando a embalagem da super cola na mão. Só quem já viveu a aflição de tentar tirar aquele grude da pele sabe o que senti.

Meus Dias na Rússia

Minha bota falando “oi! “

Nessa altura meu humor já estava tipicamente russo e sem condições de retornar ao Kremlin. Foi aí que tomei uma das melhores decisões da minha jornada, com a vantagem de ser uma viajante solitária e poder mudar completamente meu destino. Fui para o Mercado Izmailovsky, no extremo da cidade e distante de toda aquela agitação. (Para saber mais sobre o Mercado Izmailovsky, clique AQUI)

 



  Quer saber mais sobre a Rússia?

          + Viagem de trem: de Moscou a São Petersburgo

          + The Old Moscow Circus – o fantástico circo em Moscou

          + Como comprar ingressos para o Teatro Bolshoi

          + Dica de visita: Kremlin e o Mercado Izmailovsky  



O Mercado Izmailovsky é uma espécie de feira popular com souvenir, mercado de pulgas, comidas típicas, tudo junto e com uma arquitetura ímpar, cheia de torres coloridas.

Em meio a tantas matrioskas, miniaturas de igrejas e bustos do Lênin comecei a pesquisar presentes para meus amigos comunistas. Foi em uma loja, buscando uma explicação com a vendedora sobre os distintivos dos bottons soviéticos que escutei ao lado a seguinte frase: eu falo português.

Filha de coreanos e nascida no Uzbequistão, uma das repúblicas que formavam a extinta União Soviética, Alexandra Grigorieva é apaixonada pela cultura brasileira, tanto que aprendeu o idioma.

O mais curioso é que ela nunca colocou os pés por aqui, mas fala com a propriedade de quem nasceu em terras tupiniquins. Trabalha como contadora e é casada com o artista russo, Alexander. Os dois fazem parte da banda Time Of The Night (Время ночных людей), que toca além de jazz, música brasileira.

Encantada me deixei ser conduzida pelo mercado, guiada pela conversa e por Maria, filha da Alexandra, que segurava minha mão ainda cheia de cola com sua mãozinha tão delicada. Na despedida recebi o convite para conhecer na noite seguinte sua família completa.

Às 19 horas eu já estava na estação Perovo do metrô, aguardando minha nova amiga me buscar. Ao chegar no pequeno apartamento, localizado em uma espécie de conjunto habitacional da era soviética, fui recebida por seus filhos, Vera de 1 ano, Edmundo de 3 e Maria de 5, que esperavam ansiosos a minha chegada.

Papo, pizza e rum foram os ingredientes da noite que teve como “prato principal” bossa nova em português e em russo. Minha anfitriã me deixou com os olhos cheios de lágrimas quando resolveu cantar Caminhos Cruzados do Tom Jobim, acompanhada pelo dedilhado do violão de Alexander.

Vou sentir saudades, me disse Alexandra enquanto consolava Edmundo, que triste chorava com a minha partida.  E de pensar que tudo isso se deu por conta de uma velha bota…

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16.06.2016 Como visitar o campo de concentração de Auschwitz
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Era o dia do aniversário do meu pai. Pela manhã, mandei um recadinho e prometi voltar logo após o meu passeio para uma conversa pelo Skype. Imaginava o que estava por vir, mas não pensava que pisar no maior cemitério do mundo, Auschwitz, me colocaria no fundo do poço.

Ao retornar fui direto comer na praça principal do centro de Cracóvia. Era sexta-feira, a rua estava cheia e as pessoas bem animadas. Por fora meu rosto estava atônito, dentro me sentia um caco. Meu corpo doía. Em meio a mordidas em um pão que eu mal consegui comer, postei com o wi-fi público algumas fotos no Facebook com o intuito de compartilhar com meus familiares e amigos próximos o que eu tinha vivenciado. Sentia falta de um abraço.

Escrevi para a minha mãe dizendo que estava muito triste, que queria dormir. Fui descansar com ela dizendo que seria melhor não ter ido, ainda mais sozinha. Recomendou-me planejar algo feliz para o dia seguinte e esquecer tudo aquilo. Como???

Os extensos compartilhamentos das minhas fotos me serviram de apoio para falar sobre o assunto. Obrigada! Algumas pessoas me escrevem perguntando se eu acho que elas devem ir. Não tenho a resposta. Penso que esta é uma decisão individual que possui consequências, pois, é algo que você jamais irá esquecer.

Para quem ainda não viu…

Auschwitz-Birkenau

Constituído em 1940, Auschwitz é conhecido mundialmente como um dos maiores símbolos do genocídio praticado pelos nazistas. Durante a II Guerra Mundial os alemães invadiram a Polônia e estabeleceram estrategicamente na região de Auschwitz, antiga Oswieçim, um campo de concentração no local onde anteriormente funcionava um alojamento do exército polonês.

Com a alta demanda de prisioneiros e a necessidade de mais espaço o complexo do terror teve de ser, com o passar dos anos, aumentado. No final o local era constituído por três partes: Auschwitz I, Auschwitz II-Birkenau e Auschwitz II-Monowitz. No início, em Auschwitz I apenas poloneses e prisioneiros de guerra soviéticos eram mortos no campo. Depois em 1942, Auschwitz II-Birkenau se tornou o maior lugar de extermínio em massa de judeus em toda a história da humanidade.

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Estima-se que mais de 1,3 milhão de pessoas, sendo 90% delas de origem judia vindas de diversas partes da Europa, além de poloneses, presos políticos, prisioneiros soviéticos, homossexuais e ciganos, foram mortas no local. Quem não era executado na câmara de gás morria de fome, frio, doenças infecciosas, trabalho escravo, experiências médicas, suicídio na cerca elétrica ou execuções individuais.

Apenas em janeiro de 1945, com o fim da II Guerra Mundial é que 7 mil prisioneiros foram libertados pelo Exército Vermelho. Ao saírem do local, os alemães tentaram demolir alguns edifícios como a câmara de gás e o crematório de Auschwitz II-Birkenau na tentativa de esconder os horrores causados por eles.

Em 1947, o governo polonês resolveu fazer do antigo campo de concentração um museu, no intuito de preservar a memória daqueles que passaram por ali. Desde 1979 o complexo faz parte da Lista de Herança Mundial da UNESCO.

campo de concentração auschwitz

Chegando na Cracóvia

Não existe voo direto do Brasil para a Cracóvia. Sempre será necessária uma conexão que pode ser feita nos países próximos como a Alemanha, a Suíça ou a Itália, por exemplo. O bom é que você pode testar diversas conexões até encontrar a forma mais barata ou chegar na Polônia de ônibus. Foi o que fiz, viajando com a LUX EXPRESS . Entrei no continente europeu pela Rússia e fui de ônibus até a Polônia, passando pela Letônia e Lituânia.

Hospedagem na Cracóvia

Por conta da localização e do preço escolhi me hospedar no Hostel Benedykta. Ele fica bem no centro da cidade, próximo a estação de trem, rodoviária e das principais atrações turísticas. O quarto mais barato possui três treliches e armários individuais com chave. Tem outras opções de hospedagem com qualidade na Booking.

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Como chegar a Auschwitz-Birkenau de forma independente?

Existem duas possibilidades de chegar até Auschwitz de forma independente: ônibus ou trem. A grande vantagem é que tanto a estação rodoviária quanto a ferroviária ficam praticamente no mesmo lugar, portanto não será difícil por lá você escolher a melhor forma de transporte. A diferença se dá no local de desembarque. O ponto final do ônibus é na entrada do campo, já o trem fica na estação ferroviária de Oswieçim, em torno de 1,5Km do museu.

Campo de concentração

Como essas não foram as minhas opções, não tenho maiores detalhes, apenas faço a recomendação óbvia de que você deixe para comprar a passagem de volta no local, pois ficar correndo com horário apertado pode atrapalhar o seu passeio.

De Auschwitz I até Auschwitz II-Birkenau são 4 km. Existe um ônibus que faz o trajeto gratuitamente, porém, apenas entre abril e outubro.

Como visitar Auschwitz sem guia

A entrada ao complexo é gratuita, porém, mesmo quem vai por conta precisa obrigatoriamente retirar seu ingresso de controle de acesso ao local. Ela é liberada antes das 10h e depois das 15h.

Se você vai fazer a visita de forma independente, sem guia, eu recomendo profundamente que você ao menos compre o livreto “Auschwitz Birkenau – Lugar de Memória e Museu”. Ele é vendido na lojinha, custa apenas 8 zlotys e pode servir como um manual explicativo detalhado sobre os locais mais importantes do complexo.

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Ingresso para Auschwitz. Como comprar?

É extremamente importante comprar com antecedência o ingresso para a visita guiada no site do Memorial Auschwitz. Lá clique em Reserva e escolha a opção Visitas Individuais.

A entrada ao Campo de Concentração é gratuita, apenas o serviço do guia é cobrado. A visita guiada custa 90 zlotys (algo em torno de R$ 90,00) e possui a duração de 3 horas e meia.

Como não sabia fui comprar meu ticket exatamente um mês antes da visita e na data escolhida não havia mais ingresso. Para o dia seguinte a única visita que ainda havia vagas disponíveis era em italiano. Como eu fazia questão de realizar o tour explicativo acabei comprando mesmo assim.

Acontece que quando cheguei na Cracóvia, percebi que as agências de turismo ofereciam na data que eu realmente precisava, por um preço que incluía o transfer e guia em espanhol. Tive que mudar meus planos e perder o bilhete que eu já havia comprado (eles não fazem reembolso em caso de desistência).

Como visitar com agência de turismo?

No Hostel Benedykta eles possuem uma parceria com a See Krakow Local Tour, uma agência que oferece diversos passeios pela cidade e região. Paguei 155 zlotys (mais ou menos R$ 155,00) pelo transfer do centro da cidade até Auschwitz I, o transfer de Auschwitz I até Auschwitz II-Birkenau e a volta de Auschwitz II-Birkenau para Cracóvia, além claro do serviço do guia no local. A visita toda dura de 6 a 7 horas e não existe pausa para o almoço. Os horários variam, então é bom consultar o site.

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Outras dicas!

  • É proibida a entrada com bolsas grandes, mochilas ou grandes volumes. Existe uma triagem na porta e apenas pessoas com bolsas super pequenas passam pela segurança. Existe um guarda-volumes que permite com que você guarde seus pertences. Vale lembrar que cada complexo possui o local de armazenamento. Se você ao se dirigir a Auschwitz II-Birkenau retirar seus pertences de Auschwitz I terá de pagar novamente uma nova taxa. 
  • Na entrada de Auschwitz I vi quiosques vendendo lanches e no estacionamento vi restaurantes que oferecem refeições mais completas. 
  • Em muitas das salas existem placas pedindo para não tirarem fotos. É o caso da parte onde estão cabelos de diversas prisioneiras mortas nas câmaras de gás. Eles eram arrancados para serem usados na confecção de roupas para os soldados. Muitas pessoas não respeitam e fazem de tudo para burlar as regras e clicar o local… Por consideração aos falecidos acho importante obedecer. 
  • Você está pisando em um local de luto, onde jazem as cinzas de milhares de pessoas. Respeite o ambiente. 
  • Para conhecer um pouco mais sobre a história dessa época, recomendo também a visita a Casa de Anne Frank, em Amsterdam. 
  • Dúvidas? Me escreva nos comentários!

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Onde andei
24.07.2013 Onde Andei

Esses são alguns dos lugares por onde andei.
 Vamos juntos desbravar o mundo?

 

ARGENTINA
Buenos Aires | Cordoba | Mendoza

ÁUSTRIA
Viena

BÉLGICA
Bruxelas | Bruges

BOLÍVIA
La Paz | Uyuni

BRASIL
Alagoas | Bahia | Distrito Federal | Espírito Santo | Goiânia | Mato Grosso do Sul
 Minas Gerais | Paraná | Pernambuco | Rio de Janeiro | Rio Grande do Sul
 Santa Catarina | São Paulo | Sergipe

CAMBOJA
Siem Reap

CHILE
El Quisco | Santiago | São Pedro de Atacama | Valparaíso | Viña del Mar

COLÔMBIA
Bogotá | Cartagena de Índias

CROÁCIA
Dubrovnik | Sibenik | Split | Plivitce | Zagreb

EGITO
Alexandria | Aswan | Cairo | Edfu | Esna | Kom Ombo | Luxor

ESPANHA
Barcelona | Madri | Montserrat | Toledo

ESLOVÁQUIA
Bratislava

FRANÇA
Paris | Versalhes

GRÉCIA
Atenas | Santorini
HOLANDA
Amsterdã | Roterdã

HUNGRIA
Budapeste

ITÁLIA
Ancona | Como | Florença | Roma | Milão | Pisa | Veneza | Verona

LAOS
Luang Prabang

LETÔNIA
Riga

LITUÂNIA
Kaunas

MALÁSIA
Kuala Lumpur

MALTA
Gozo – Comino | Dingli | Qawra | Marsaxlokk | Mdina | Mosta | Rabat | Sliema
 St Julian’s | Valletta

MARROCOS
Casablanca

MÉXICO
Cidade do México

PARAGUAI
Cidade do Leste

PERU
Águas Calientes | Cusco | Lima | Ollantaytambo | Pisac | Puno

POLÔNIA
Cracóvia | Varsóvia

PORTUGAL
Fátima | Lisboa | Óbidos | Porto | Sintra

REPÚBLICA TCHECA
Praga

RÚSSIA
Moscou | São Petersburgo

SINGAPURA
Singapura

TAILÂNDIA
Ao Nang |  Ayutthaya | Bangkok | Chiang Mai | Chiang Rai | Krabi | PhiPhi

TURQUIA

Buyukada | Istambul | Pamukale

URUGUAI
Colônia del Sacramento | Montevidéu | Punta del Este

VIETNÃ
Hanói | Halong Bay

 

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