Europa pela Espanha: minha experiência em Barajas

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Há quem diga que para uma brasileira entrar sozinha na Europa, ainda mais por Madrid, é um tanto quanto difícil, devido as inúmeros casos de denúncias de tráfico internacional de drogas, prostituição e permanência ilegal no continente.

Minha experiência foi bem tranquila, pois antes mesmo de ir fiz questão de preparar um check-list gigante com todas as informações que, porventura, eles pudessem me exigir.

Obviamente que ao chegar no Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas fui recepcionada com uma série de perguntas e verificações. Primeira de todos: você está viajando sozinha? Depois vieram outras como o motivo da viagem, qual era meu destino dentro da Espanha, quais outros países eu iria, se eu tinha reserva de hotéis em todas as cidades, qual a quantia que eu tinha em dinheiro e por fim, qual era a minha profissão.

Ao responder jornalista, os dois homens que me atenderam começaram a fazer gracinhas, perguntando se eu poderia entrevistá-los. Disfarcei de maneira simpática dizendo que não, pois estava de férias. Não pediram para ver nada. Nem as reservas, dinheiro ou seguro-saúde, porém eu estava com a minha pasta de viagem com inúmeros papéis no balcão, todos aparentemente organizados.

Respondi tudo de forma firme e em espanhol, tentando ser a pessoa mais natural possível. O ruim é que nessas horas mesmo sem dever absolutamente nada, parece que entramos em um estado de alerta.

Assim, eles carimbaram meu passaporte e ufa, passei feliz por uma das mais temidas imigrações do mundo!

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Para quem pretende viajar para a Europa é imprescindível conhecer o Tratado de Schengen, que nada mais é do que um acordo entre os países europeus referente a uma política de abertura das fronteiras e livre circulação de pessoas: clique aqui. 

Cada país possui uma exigência que deverá ser respeitada. Alguns pedem a obtenção de um seguro-saúde vigente no tempo de permanência em que você se encontrar no país deles. Outros além disso pedem uma determinada quantia de dinheiro por dia. Enfim, não custa se organizar e honrar tais cumprimentos.

Em geral é necessário:

Possuir o documento de passaporte com validade superior a seis meses;

Bilhete aéreo de ida e volta, tendo a permanência máxima de 90 dias;

Comprovante de hospedagem (pode ser a reserva de hotéis ou uma declaração de quem irá te abrigar).

Seguro saúde

Comprovante de meios financeiros para manter-se durante a estada no país

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