Como visitar a Casa de Anne Frank, em Amsterdam?

Casa de Anne Frank 1 Zanzemos Thatiane Ferrari

Imagine ficar dois anos completamente trancado com mais sete pessoas em um espaço apertado, sendo obrigado a acordar todos os dias para viver uma rotina no silêncio com medo do esconderijo ser descoberto a qualquer momento. Essa é a história de Anne Frank, uma das mais famosas vítimas da perseguição nazista aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1945, após morrer de tifo em um campo de concentração na Alemanha aos quinze anos de idade, a garota deixou ao mundo seu diário com páginas que mostram, em meio aos encantos da puberdade, o que é viver em tempos de genocídio.

O Diário de Anne Frank original fez parte da minha adolescência. Foi por meio dele que tive meu primeiro contato com essa parte da história, com os horrores de Hitler e a crença doentia das raças superiores. Seus escritos rodaram o mundo e deram voz aos milhões de judeus mortos no holocausto, sendo traduzidos para mais de setenta idiomas.

Desde 1960, Amsterdam, na Holanda abriga a “Casa de Anne Frank”, um museu que chama a atenção de todos para a história de vida da garota judia, com o objetivo promover uma reflexão sobre os perigos do antissemitismo, da discriminação e do racismo, além de reforçar a importância da democracia, liberdade e igualdade de direitos.

Para se ter uma ideia o local recebe cerca de um milhão de visitantes por ano, leitores que, assim como eu, sonhavam em conhecer o Anexo Secreto e sentir de perto ela, essa menina tão especial. Conhecer um lugar desses sempre é difícil e me remeteu muito ao dia em que fui até Auschwitz/Birkenau  , na Polônia.

 

Casa de Anne Frank 2 Zanzemos Thatiane Ferrari


Tive a oportunidade de visitá-lo e conto tudo aqui para vocês:

Ingressos 

É importante planejar com antecedência a sua visita. Das 9h até às 15h30, o museu recebe apenas as pessoas que compraram antecipadamente o ingresso pela internet. Após esse horário é que abrem as bilheterias para a venda do dia. Quando fui, comprei o ticket 2 meses antes pelo site. No dia da visita, vi que já tinha uma fila grande de espera desde às 13h30. O valor do ingresso é de E$ 9,00, mais uma taxa de reserva de E$ 0,50 por ticket.

 



    Veja também:  + Minha visita ao complexo Auschwitz-Birkenau



A visita  

Você deve chegar na hora exata, pois os bilhetes são válidos apenas na data e horário escolhidos. Expirados não podem ser mais utilizados. Ao entrar na recepção você já recebe o áudio-guia que conduzirá a visita em diversas línguas, inclusive português. Infelizmente não é permitido tirar fotos dentro do museu. Começamos por toda a parte de baixo, nos armazéns e escritórios da Opekta, empresa do pai de Anne, distribuidora de pectina, agente gelatinoso usado no preparo de geléias.

De lá partimos para a parte de cima. Não existem móveis, apenas telas nas paredes que mostram em reconstituição como era antes da invasão. O Anexo Secreto fica atrás de uma estante, subindo um grande degrau. Atenção especial para quem tem problema de mobilidade.

Ter a oportunidade de entrar e visitar todos os cômodos, é algo emocionante. Pensar que Anne viveu ali com sua família e amigos durante anos é assustador.

Loja

Posters, postais, canetas… A loja da Anne Frank House reúne diversos objetos, estudos e livros em diversas línguas. Comprei o catálogo oficial do museu em português e recomendo bastante, pois como não podemos tirar fotos, o livro disponibiliza diversas imagens do abrigo, além de contar detalhes da história. Serão E$10,00 muito bem investidos.

Casa de Anne Frank 3 Zanzemos Thatiane Ferrari

Dicas

  • É imprescindível ler antes o livro, para conseguir compreender um pouco da atmosfera que aquelas paredes carregavam. Tudo é muito bem explicativo, mas nada substitui o contato direto com a obra.
  • O Google Cultural Institute oferece uma exposição virtual em português sobre A Casa da Anne Frank. Confira AQUI

Como chegar na Anne Frank House

A casa está situada no canal Prinsengracht, nºs 263-267, no centro de Amsterdam. Partindo da Estação Central , leva cerca de 20 minutos caminhando, é pertinho! Os bondes 13, 14 e 17 – além dos ônibus 170, 172 e 174 – param perto do museu, no ponto “Westermarkt”.

Jazz em Malta

The Brigde Bar Malta Zanzemos Thatiane Ferrari

Para quem curte jazz o The Bridged Bar, em Malta, é certamente o melhor lugar do país para escutar boa música, uma ótima alternativa para fugir dos clubes de Paceville e Saint Julian.

Localizado em uma pequena viela na capital Valletta, o bar reúne todas as sextas-feiras um público jovem e descontraído para shows gratuitos em uma escadaria.

The Brigde Bar Malta 2 Zanzemos Thatiane Ferrari

Almofadas coloridas espalhadas pelo chão   servem não apenas de conforto para quem senta, mas ajuda também a compor parte da decoração que é iluminada à luz de velas.

The Brigde Bar Malta 4 Zanzemos Thatiane Ferrari

Para completar a experiência são oferecidos vinhos, cervejas, petiscos e sanduíches por preços convidativos, tudo no estilo self-service. Há mesas ao ar livre, porém devem ser reservadas com antecedência.

The Brigde Bar Malta 3 Zanzemos Thatiane Ferrari

Os músicos começam a tocar por volta das 20h30, mas é bom chegar cedo para garantir lugar já que o local costuma lotar. Imperdível!

Serviços:
The Bridged Bar
258, Saint Ursula Street – Valletta – Malta
https://www.facebook.com/www.bridgebar.valletta   

De Split para Ancona – um passeio pelo Mar Adriático

Love is how you stay alive,even after you are gone.
Com praias, lagos, ilhas e paisagens de tirar o fôlego, a Croácia vem a cada dia mais se consolidando como um importante destino no verão europeu. Povo receptivo, moeda barata e infraestrutura: não é para menos!

Mas, para quem pretende conhecer esse paraíso, um aviso! Não existem vôos diretos das capitais brasileiras até as cidades croatas. A alternativa é fazer uma conexão em algum aeroporto europeu próximo. Meu vôo de volta tinha como saída o Fiumicino, de Roma.

Aí que entra a dica: o trajeto de Ferry Boat de Split, na Croácia e Ancona, na Itália. Ou vice-versa.

Diversas empresas fazem o serviço, porém escolhi a Blue Line , por atender as minhas expectativas em relação ao horário e bolso: €42,00 pelo trajeto .

Com a saída marcada para 20h15, o ticket pede para que você esteja às 18h30 no porto de Split.

Cheguei no horário marcado e fui direto para a imigração, que logo na entrada já carimbou meu passaporte (a Croácia não faz parte do Espaço Schengen).

WhatsApp Image 2017-04-13 at 22.09.12 (5)

Pôr do sol no mar adriático

 

Pronto, já estava a bordo do M/F Regina Della Pace! Do deck dá para você ver o pôr-do-sol atrás dos morros que cercam Split, refletindo no mar adriático, enquanto bebe um drink em um dos diversos bares e lanchonetes espalhados pelo barco.

Por lá encontrei dois restaurantes, um que oferecia pratos à la carte e outro estilo self-service. Óbvio que só o último era compatível com o meu orçamento. €6 por um super prato cheinho de massa ao pomodoro.

Depois, aproveitei para ficar um pouco no Night Club, tomar um chocolate quente, apreciar os corajosos do karaokê e ver a final do MasterChef Hrvatska.

Como o meu ticket não dava direito a cabine, fiquei perambulando pela embarcação até ser vencida pelo cansaço e encarar definitivamente a minha poltrona. Não sei se era a época ou o horário, pois estava um pouco vazio. Parecia que tinha mais funcionários que passageiros.

No horário previsto a embarcação ancorou às 7h30, em Ancona, na Itália.

WhatsApp Image 2017-04-13 at 22.09.12 (7)

Bar do deck

 

WhatsApp Image 2017-04-13 at 22.09.12 (4)

Vista do deck

 

WhatsApp Image 2017-04-13 at 22.09.12 (6)

Às vezes parecia que eu estava sozinha no barco

 

WhatsApp Image 2017-04-13 at 22.09.12 (1)

Espaço do Night Club

 

WhatsApp Image 2017-04-13 at 22.09.12 (2)

Sucos naturais

 

WhatsApp Image 2017-04-13 at 22.09.12

Como não tinha cabine, dormi na poltrona

 

WhatsApp Image 2017-04-13 at 22.09.12 (8)

Clique para ampliar

 

Serviço:
Ferry Boat Blue Line
Split X Ancona – Ancona X Split


​Áudio-Guia pelo Mundo

Design sem nomePara alguns essa minha atitude pode parecer muito fuinha, para outros um grande achado. Sim, como uma boa capricorniana sou mão de vaca por natureza (colocando a desculpa no signo…). Na verdade, gosto de investir o meu dinheiro em coisas indispensáveis e que possam valer a pena no final da jornada.

Acontece que, pesquisando em alguns sites por aí consegui localizar uma série de áudio-guias totalmente gratuitos para baixar, com os detalhes e a história super completa de diversos pontos turísticos de diferentes cidades espalhadas pelo mundo.

A utilização e fácil. Basta baixar o áudio, o mapa e seguir caminhando. Simples e gratuito!

A utilização desse dispositivo possui diversos pontos positivos. Posso destacar a mobilidade e a autonomia durante o roteiro, ou seja, você pode colocar no repet todas as vezes que achar necessário e permanecer em determinado ponto o quanto quiser. Se você for contabilizar a economia de cada um dos tours, que sairiam em média 10 euros cada um, realmente compensa e muito. É só converter!

Por outro lado, a parte negativa e não fazer aquelas típicas amizades de tours e também não ter ninguém ali para tirar uma dúvida caso você precise.

Mesmo com os prós e os contras eu resolvi utilizar os áudios na última viagem pelo Leste Europeu e a minha avaliação foi super positiva.

Organizei alguns áudios em espanhol no meu MP3 e baixei todos os mapas no IPad. Assim, podia escutar e ir andando conforme a minha vontade. Meus passeios deram super certo em Dubrovnik e em Split, na Croácia, em Vienna, na Áustria e em Praga, na República Tcheca.

Às vezes é possível encontrar mais de um tipo de áudio e alguns específicos para determinados bairros, como o Bairro Judeu de Praga.

Em determinadas regiões e nos países mais turísticos sempre existe um grupo de jovens oferecendo serviços de walk tour nas principais praças, que pode compensar muito se você estiver em grupo. Porém, no meu caso como sempre viajo sozinha e meu inglês não é tão perfeito, encontrar essa saída foi bem melhor.

Tem lugares até, como em Dubrovnik, que eles alugam o aparelho de áudio para você fazer o tour sozinho pela rua. A grande diferença de baixar é que você vai usar o seu equipamento e não pagar nada.

A maioria dos áudios baixei nesses sites:

Áudio Viator*: http://www.audioviator.com/es/

Áudio Guias On-line: http://audioguiasonline.com

* Na última atualização dos links, percebemos que o Áudio Viator está em manutenção, tanto o site quanto o aplicativo. 

Conhece outros?
Compartilhe aqui nos comentários!

The Old Moscow Circus – o fantástico circo em Moscou

the-old-circus-ok
A magia do “maior espetáculo da terra” sempre me fascinou e como fã dos palhaços russos Oleg Popoov e Slava Polúnin (do Slava Snow Show) não teria como ir pra Rússia e não assistir nenhum espetáculo. Escolhi então conhecer o mais antigo circo localizado na capital, o The Old Moscow Circus.

Mesmo após a revolução de 1917 os líderes da União Soviética reconheceram a importância da arte. Mantiveram e ampliaram escolas de circo e ballet como uma forma de aumentar o acesso da população. O The Old Moscow Circus é um exemplo dessa política. Inaugurado em 1880, ele tornou-se em 1929 um centro de treinamento de circo estatal, o primeiro do mundo.

macaquinho-ok

Entretenimento com animais na porta do circo



Ela até hoje é um referência quando o assunto é arte. Para se ter uma ideia, segundo A Gazeta Russa de 20 a 25% do elenco do mundialmente famoso grupo canadense Cirque du Soleil é oriundo de países antigamente constituídos pela URSS. Só com essa informação conseguimos compreender a potência soviética no assunto.

Comprando o ingresso para o Moscow Circus

kacca-ok

Blheteria em russo é театральная касса

Para conseguir o preço promocional tive que garantir meu ingresso um dia antes na bilheteria do circo (кассa) , que fica em uma entrada ao lado. O espetáculo possui oito setores com valores que vão de 500 a 3500 rublos. O valor do meu ticket saiu por 600 rublos. A localização do meu assento não era perfeita, mas pude assistir tranquila.

Estive pesquisando e agora o ingresso pode ser comprado pela internet nesse link: https://www.ticketland.ru O site é inteiro em russo, mas você pode habilitar a tradução na página do Chrome. Os horários dos espetáculos variam, mas aos finais de semana costuma ter mais de um horário disponível.

mplan2016

Clique para ampliar!

 



  Quer saber mais sobre a Rússia?

          + Viagem de trem: de Moscou a São Petersburgo

          + Como comprar ingressos para o Teatro Bolshoi

          + Dica de visita: Kremlin e o Mercado Izmailovsky  

Respeitável Público!

Como uma boa curiosa resolvi chegar um pouco mais cedo no dia do espetáculo para conseguir observar como os moscovitas consomem tal atração. Para o meu espanto (e tristeza, já que não gosto) acabei me deparando com a utilização de diversos animais sendo usados para tirar fotos com o público.

dromedario-ok

Antes do primeiro sinal

Cachorros, camelos e até tigres e leões. Os dois últimos sendo conduzidos por adestradores, que com cordas tão curtas, não dariam conta de prevenir qualquer desastre.

Como em toda casa de espetáculo na Rússia, o circo possui um guarda-volumes gratuitamente para que você possa deixar seus casacos. Faça isso pois escolhi me arriscar e passei um terrível calor lá dentro. O assento é pequeno e o volume do casaco acaba incomodando também.

familia-e-animais-ok

No interior do circo, uma surpresa. Que arquitetura maravilhosa!!! Nunca imaginei que entraria em um espaço circense sem ter que me deparar com a nossa tão companheira lona. O picadeiro é tão lindo que abriga um palco especial para a orquestra tocar ao vivo.

mfluer-magic

Cartaz do espetáculo

Durante o espetáculo é proibido fotos. Foram 2 horas e 20 minutos (com uma pausa rápida) de puro talento dos artistas russos, com técnicas tão limpas e perfeitas que facilmente conduziram o público para a magia da arte. Não vou dizer que não foi surpreendente o número final com diversos elefantes, mas preferia que eles estivessem em seu habitat natural.


Serviço:
The Old Moscow Circus – http://www.circusnikulin.ru
Endereço: Tsvetnoy Boulevard, 13 – Moscou – Rússia
Tel. +7 (495) 625-8970
Tickets online: https://www.ticketland.ru 

Passeio pelas Ilhas Argo-Sarônicas: Egina, Póros e Hydra

dsc03083

Curtindo a ilha grega de Hydra


Por diversos motivos a Grécia ocupa um lugar muito especial em meu coração. Também pudera, com tanta história, cultura e beleza é quase impossível que os visitantes não se apaixonem pelos gregos, em todos os sentidos!


Dentre os inúmeros encantos que vivenciei por lá estão, com toda a certeza, as Ilhas Argo-Sarônicas, um conjunto com seis ilhotas localizadas próximas a Atenas, com águas claras, muito verde e casinhas lindas. Visitei apenas três, Egina, Póros e Hydra em um passeio promovido pela Stravel.

Escolhi essa agência por conta do desconto concedido pelo restaurante Smile. Em todo o centro de Atenas é possível encontrar em postes e paredes da cidade, mapas oferecidos por eles com um anúncio de abatimento no valor de passeios para clientes.

smile-restaurante

Unindo o útil ao agradável decidi conhecer o local e não me arrependi. O cardápio possui diversas opções de comidas, além dos pratos tradicionais da culinária local (salada grega, moussaka, giros, pastitsio…). Os preços são ótimos, ambiente aconchegante, internet livre e atendimento familiar.

img_9839

Deliciosa Greek Salad do Smile


Após almoçar informei o interesse em comprar o passeio. O garçom Thiago prontamente me explicou como funcionava e me levou até a agência, que fica em uma rua próxima ao restaurante. Quanta gentileza!

dsc03118

O lindíssimo Kassandra Delfinous

 

Chegando lá o procedimento foi simples. Apenas falei meus dados, paguei 60,00 e agendei o horário do transfer até o porto para a manhã seguinte.

No outro dia, pontualmente eles estavam no local combinado, em micro-ônibus já com alguns turistas. De lá, partimos para o porto, onde estava apenas o barco da Olympica Cruise. Sei que os gregos são feras no mar mas, confesso que fiquei impressionada com o Kassandra Delfinous. Ainda bem, pois o preço do passeio foi um pouco alto para o meu bolso mochileiro.

 

dsc03100

A torre do relógio de Póros


Ao chegar, fui recepcionada pela guia que falava além de grego e inglês, espanhol!!!! Como estava sozinha e as mesas eram coletivas (já ocupadas por famílias) preferi ficar na parte da frente do barco. Ah, que maravilha! Foi uma experiência incrível poder sentir a brisa do mar com toda aquela vista!

 

dsc03107

Póros: vista lá de cima


A primeira parada foi na ilha de Póros. No meio das casinhas um caminho leva até a parte de cima onde está localizada a torre do relógio. De lá se tem uma vista deslumbrante da baía.

 

img_0936

Hydra: minha preferida!


Seguimos depois para Hydra, a ilha que mais gostei. A arquitetura preservada é um charme que dialoga com o paraíso natural das águas cristalinas. Por lá não se vê carros, todo o trajeto é feito a pé, com animais ou de barco (ao longo da costa). Confesso que não andei pela cidade. Assim que pude me joguei no mar e por lá fiquei!

 

img_0935

Sem carros o jeito é se virar!


A terceira e última ilha foi a de Egina. O Templo de Afaia, no alto da colina é a atração principal da cidade, mas você já deve ter pensado que sim, eu preferi ir para a praia.

 

img_0954

Praia de Egina


Tanto para Egina quanto Hydra são vendidos passeios opcionais – o que eu achei bem complicado, pois pelo preço já poderia estar incluso, mas enfim… Essa é a minha característica se tiver que escolher entre construções ou natureza, certamente ficarei com a última.

O almoço está incluso no passeio é bem servido e as bebidas são pagas à parte. Não vou nem comentar o preço da Coca-Cola, pois graças a Deus eu esqueci. Aliás, refrigerante na Grécia é muito caro. Salada, macarrão, arroz, batatas e carnes fazem parte do buffet.

 

img_0923

Diversas opções para todos os gostos


O barco tem música ao vivo e um casal de dançarinos, que juntos ajudam a animar o ambiente. Ao som da música tema do filme “Zorba, o Grego” todos dançam. Sem faltar, claro, os gritinhos de Opaaaa!!!!

 

dsc03091

Opaaaaaa! Animação no barco: a hora que a brasileira tem que sambar


Conclusão final:
é beeeem turístico, mas para quem está com pouco tempo e quer tranquilidade em alto mar o passeio é super recomendado!


Serviços:

Restaurante Smile: 24 Syngrou Avenue | Tsokri Park 1 – Makrigianni – Athens
No Trip Advisor: https://goo.gl/aCKAj0

Agência Stravel: 22 Syggrou Avenue, Athens
http://www.stravel.gr

Minha visita ao complexo Auschwitz-Birkenau

Auschwitz

Era o dia do aniversário do meu pai. Pela manhã, mandei um recadinho e prometi voltar logo após o meu passeio para uma conversa pelo Skype. Imaginava o que estava por vir, mas não pensava que pisar no maior cemitério do mundo me colocaria no fundo do poço.

Ao retornar fui direto comer na praça principal do centro de Cracóvia. Era sexta-feira, a rua estava cheia e as pessoas bem animadas. Por fora meu rosto estava atônito, dentro me sentia um caco. Meu corpo doía. Em meio a mordidas em um pão que eu mal consegui comer, postei com o wi-fi público algumas fotos no Facebook com o intuito de compartilhar com meus familiares e amigos próximos o que eu tinha vivenciado. Sentia falta de um abraço.

Escrevi para a minha mãe dizendo que estava muito triste, que queria dormir. Fui descansar com ela dizendo que seria melhor não ter ido, ainda mais sozinha. Recomendou-me planejar algo feliz para o dia seguinte e esquecer tudo aquilo. Como???

Os extenso compartilhamentos das minhas fotos me serviram de apoio para falar sobre o assunto. Obrigada! Algumas pessoas me escrevem perguntando se eu acho que elas devem ir. Não tenho a resposta. Penso que esta é uma decisão individual que possui consequências, pois, é algo que você jamais irá esquecer.

Para quem ainda não viu…

Auschwitz-Birkenau

Constituído em 1940, Auschwitz é conhecido mundialmente como um dos maiores símbolos do genocídio praticado pelos nazistas. Durante a II Guerra Mundial os alemães invadiram a Polônia e estabeleceram estrategicamente na região de Auschwitz, antiga Oswieçim, um campo de concentração no local onde anteriormente funcionava um alojamento do exército polonês.

Com a alta demanda de prisioneiros e a necessidade de mais espaço o complexo do terror teve de ser, com o passar dos anos, aumentado. No final o local era constituído por três partes: Auschwitz I, Auschwitz II-Birkenau e Auschwitz II-Monowitz. No início, em Auschwitz I apenas poloneses e prisioneiros de guerra soviéticos eram mortos no campo. Depois em 1942, Auschwitz II-Birkenau se tornou o maior lugar de extermínio em massa de judeus em toda a história da humanidade.

Estima-se que mais de 1,3 milhão de pessoas, sendo 90% delas de origem judia vindas de diversas partes da Europa, além de poloneses, presos políticos, prisioneiros soviéticos, homossexuais e ciganos, foram mortas no local. Quem não era executado na câmara de gás morria de fome, frio, doenças infecciosas, trabalho escravo, experiências médicas, suicídio na cerca elétrica ou execuções individuais.

Apenas em janeiro de 1945, com o fim da II Guerra Mundial é que 7 mil prisioneiros foram libertados pelo Exército Vermelho. Ao saírem do local, os alemães tentaram demolir alguns edifícios como a câmara de gás e o crematório de Auschwitz II-Birkenau na tentativa de esconder os horrores causados por eles.

Em 1947, o governo polonês resolveu fazer do antigo campo de concentração um museu, no intuito de preservar a memória daqueles que passaram por ali. Desde 1979 o complexo faz parte da Lista de Herança Mundial da UNESCO.

campo de concentração auschwitz

Chegando na Cracóvia

Não existe voo direto do Brasil para a Cracóvia. Sempre será necessária uma conexão que pode ser feita nos países próximos como a Alemanha, a Suíça ou a Itália, por exemplo. O bom é que você pode testar diversas conexões até encontrar a forma mais barata ou chegar na Polônia de ônibus. Foi o que fiz, viajando com a LUX EXPRESS . Entrei no continente europeu pela Rússia e fui de ônibus até a Polônia, passando pela Letônia e Lituânia.

Hospedagem na Cracóvia

Por conta da localização e do preço escolhi me hospedar no Hostel Benedykta. Ele fica bem no centro da cidade, próximo a estação de trem, rodoviária e das principais atrações turísticas. O quarto mais barato possui três treliches e armários individuais com chave. Em maio de 2016, a estadia com café da manhã e wi-fi sai por 29 zlotys, mais ou menos R$ 29,00.

Campo de concentração

Como chegar a Auschwitz-Birkenau de forma independente?

Existem duas possibilidades de chegar até Auschwitz de forma independente: ônibus ou trem. A grande vantagem é que tanto a estação rodoviária quanto a ferroviária ficam praticamente no mesmo lugar, portanto não será difícil por lá você escolher a melhor forma de transporte. A diferença se dá no local de desembarque. O ponto final do ônibus é na entrada do campo, já o trem fica na estação ferroviária de Oswieçim, em torno de 1,5Km do museu.

Como essas não foram as minhas opções, não tenho maiores detalhes, apenas faço a recomendação óbvia de que você deixe para comprar a passagem de volta no local, pois ficar correndo com horário apertado pode atrapalhar o seu passeio.

De Auschwitz I até Auschwitz II-Birkenau são 4 km. Existe um ônibus que faz o trajeto gratuitamente, porém, apenas entre abril e outubro.

Visitando de forma independente 

A entrada ao complexo é gratuita, porém, mesmo quem vai por conta precisa obrigatoriamente retirar seu ingresso de controle de acesso ao local. Ela é liberada antes das 10h e depois das 15h.

Se você vai fazer a visita de forma independente, sem guia, eu recomendo profundamente que você ao menos compre o livreto “Auschwitz Birkenau – Lugar de Memória e Museu”. Ele é vendido na lojinha, custa apenas 8 zlotys e pode servir como um manual explicativo detalhado sobre os locais mais importantes do complexo.

ticket auschwitz

Como comprar o ingresso para a visita guiada?

É extremamente importante comprar com antecedência o ingresso para a visita guiada no site do memorial. O endereço é http://auschwitz.org Lá clique em Reserva e escolha a opção Visitas Individuais.

A entrada ao Campo de Concentração é gratuita, apenas o serviço do guia é cobrado. A visita guiada custa 40 zlotys (algo em torno de R$ 40,00) e possui a duração de 3 horas e meia.

Como não sabia fui comprar meu ticket exatamente um mês antes da visita e na data escolhida não havia mais ingresso. Para o dia seguinte a única visita que ainda havia vagas disponíveis era em italiano. Como eu fazia questão de realizar o tour explicativo acabei comprando mesmo assim.

Acontece que quando cheguei na Cracóvia, percebi que as agências de turismo ofereciam na data que eu realmente precisava, por um preço que incluía o transfer e guia em espanhol. Tive que mudar meus planos e perder o bilhete que eu já havia comprado (eles não fazem reembolso em caso de desistência).

Como visitar com agência de turismo?

No Hostel Benedykta eles possuem uma parceria com a See Krakow Local Tour, uma agência que oferece diversos passeios pela cidade e região. Paguei 155 zlotys (mais ou menos R$ 155,00) pelo transfer do centro da cidade até Auschwitz I, o transfer de Auschwitz I até Auschwitz II-Birkenau e a volta de Auschwitz II-Birkenau para Cracóvia, além claro do serviço do guia no local. A visita toda dura de 6 a 7 horas e não existe pausa para o almoço. Os horários variam, então é bom consultar o site.

birkenau

Outras dicas!

  • É proibida a entrada com bolsas grandes, mochilas ou grandes volumes. Existe uma triagem na porta e apenas pessoas com bolsas super pequenas passam pela segurança. Existe um guarda-volumes que permite com que você guarde seus pertences. Vale lembrar que cada complexo possui o local de armazenamento. Se você ao se dirigir a Auschwitz II-Birkenau retirar seus pertences de Auschwitz I terá de pagar novamente uma nova taxa.
  • Na entrada de Auschwitz I vi quiosques vendendo lanches e no estacionamento vi restaurantes que oferecem refeições mais completas.
  • Em muitas das salas existem placas pedindo para não tirarem fotos. É o caso da parte onde estão cabelos de diversas prisioneiras mortas nas câmaras de gás. Eles eram arrancados para serem usados na confecção de roupas para os soldados. Muitas pessoas não respeitam e fazem de tudo para burlar as regras e clicar o local… Por consideração aos falecidos acho importante obedecer.
  • Você está pisando em um local de luto, onde jazem as cinzas de milhares de pessoas. Respeite o ambiente.
  • Dúvidas? Me escreva nos comentários!

Transporte público em Santorini, na Grécia

369459988

Para quem, assim como eu, é uma motorista sem prática apresento aqui a solução: sim, há transporte público e de qualidade em Santorini, na Grécia.

Obviamente que seria mais fácil alugar um veículo, aliás, estava nos meus planos e orçamento alugar um triciclo (em torno de 25 euros, o dia), porém, achei mais prudente não arriscar.

0

Mapa da rota dos ônibus

O trânsito em ritmo de férias, onde tudo é permitido, acaba sendo um pouco confuso. Vi duas pequenas batidas de triciclo por pura imprudência dos motoristas. Teve um que bateu sozinho na parede levando uma boa parte do reboco de uma casa.

A ilha possui um sistema de ônibus com horários fixados que, na maioria das vezes funcionam.  As linhas levam até o aeroporto, Perissa, Kamari, Monolitos, Oia e Acrotíri (Praia Vermelha).  Os veículos são grandes, limpos e estofados… Sim, pelo bem do próximo passageiro: melhor se secar antes de entrar.

Seu ponto central fica em Fira, local que escolhi também para me hospedar. De lá você pode ir para qualquer lugar da ilha. Caso se hospede em outra localidade, terá de sempre ir até Fira para depois partir ao destino escolhido.

1

Terminal de ônibus em Fira.

Cada itinerário tem um preço, que varia entre 1,60 euro e 2,20 euros (em junho/2015).  Os tickets são comprados dentro do ônibus. Vale a pena tirar fotos com o celular dos horários para depois consultar.

Uma dica importante. De Kamari para Perissa existe um schutle pelo mar. O valor acaba saindo praticamente o mesmo que tomasse 2 ônibus (5 Euros), porém certamente você irá economizar tempo.

Anote outra. Para quem quer ver o pôr do sol em Oia e está em Fira, compensa sair um pouco mais cedo. Os horários dos ônibus não costumam ser pontuais e infelizmente depois que o nosso astro rei se põe, só volta no outro dia. No Google é possível saber o momento exato em que ele descansará, então programe-se e não perca um dos maiores espetáculos do mundo!

Confira abaixo os horários praticados em junho/2015, para ter uma ideia de como funciona:

46524 533453 3453453 52245353 65442121527275254

Serviços:
Local Bus – Santorini – Grécia
http://ktel-santorini.gr/ktel/index.php/en/

Vedettes de Paris


Barco por Paris
Um dos passeios que mais me emocionaram durante a minha estadia em Paris foi navegar de noite pelas águas do Rio Sena. Foi maravilhoso ver do barco todos os detalhes da cidade luz e ainda ser agraciada pela presença da lua ao lado da Tour Eiffel.

Mesmo para as viagens com o orçamento curto vale a pena o investimento afinal, do que adianta ir para Paris e não viver Paris?

Resolvi fazer o passeio de uma hora. O barco sairia da parada Tour Eiffel às 21hs. Na primavera é este o horário que começa a anoitecer na cidade. O passeio inclui áudio-guia em português.

Existem vários preços e eles estão condicionados ao serviço que você preferir à bordo. Escolhi o mais básico, o Discovery Cruise (apenas com o passeio), há também com champanhe crepe… Meu ingresso saiu por E$ 12,00 pois consegui um vale-desconto no papel informativo do meu hostel. Estudantes com a carteirinha internacional da ISIC possuem desconto em alguns dos passeios.

Minha dica é realmente fazer o passeio durante a noite, na parte da manhã, qualquer ônibus que você tomar poderá fazer praticamente o mesmo trajeto. O ideal é permanecer na parte superior do barco, onde é possível apreciar melhor a paisagem e tirar boas fotos. Obviamente que é o lugar onde todos querem ficar, então ao entrar na embarcação corra para garantir o seu lugar. Uma curiosidade é que os barcos do Rio Sena são classificados como Patrimônio Mundial pela UNESCO, ou seja, vale o investimento!

Confira imagens:

     Serviços:
logo

Vedettes de Paris: http://www.vedettesdeparis.fr

The Monastery Hostel (Milão – Itália)

The Monastery Hostel
Via Bertoni, 3, Milão
http://www.themonasteryhostel.it

Milano HOstel

Visão geral | Localizado em uma das alas de um convento de frades franciscanos,  o The Monastery Hostel possui 14 quartos. Fiquei hospedada em um dos maiores, com 6 camas mistas (homens e muheres). A minha beliche ficava em um anexo, uma espécie de pequeno quarto. Era como um quarto para duas pessoas, o que realmente foi ótimo.

No geral, acho que eles não estão preocupados em fidelizar hóspedes. Percebi que o básico é oferecido, porém sem gentilezas. Quer mais? Pague. Simples assim.  Não tomei nenhum dia o café da manhã, pois sempre saia cedo. Não vi nenhuma mesa exposta. Sinceramente até onde eu sei não estava incluso, mas algumas pessoas me falaram que tinha croissant.

Atendimento |  Existem certas gentilezas que marcam o atendimento um estabelecimento. Não. Definitivamente este não foi o caso deste hostel. Ao chegar, exatamente 1 hora antes do check-in, pedi para deixar minha mala na recepção. Nos meus cálculos seria o tempo suficiente para encontrar algum lugar próximo e almoçar. Para o meu espanto fui informada que, para deixar a minha mala (uma única e pequena mala) seria necessário pagar 4 euros. Obviamente este não é o tipo de recepção que esperamos ao chegar em qualquer lugar. Preferi educamente rir, virar as costas e procurar um local para comer, acompanhada da minha fiel escudeira.

Outro fator que contribuiu para que o The Monastery Hostel caisse no meu conceito foi a falta de educação de um dos atendentes. Ao voltar de um passeio, ele me questionou qual era o meu quarto. Falei e ele perguntou onde estava a chave do meu armário. Disse que estava comigo, aí neste momento ele começou a fazer um escândalo, falando que eu não tinha permissão para sair com a chave, que alí era um hostel, que tinha regras e eu deveria respeitar. Imagine essa conversa em espanhol, no tom que os italianos costumam falar… Naquele momento descobri que, para sobreviver e ser respeitada na Itália deveria também alterar meu tom de voz e me manter firme nas discussões. Foi o que fiz. Achei no mínimo curiosa a insistência dele em querer a chave do armário, pois além deixar 20 euros (como depósito) caso eu a perdesse, lá dentro estava coisas valoriosas para a minha viagem e que eu não gostaria que ninguém mais tivesse acesso.

Obviamente fiz uma reclamação com outros atendentes do hostel, não apenas pelo sistema que acredito ser totalmente falho como também pelo atendimento rude do funcionário. Para amenizar, no decorrer da minha hospedagem passei pela recepção mandando beijos para ele, além de dizer que percebi a necessidade dele tirar folgas para relaxar 🙂

Pontos positivos | No quesito qualidade do sono é nota 10. Prédio com elevador. Banheiros e quartos limpos. Frigobar para guardar suas coisas. Internet nos quartos.

Pontos negativos | Toda a estrutura gira em torno do dinheiro. Sei que vivemos em um sistema capitalista, mas não ter copos na cozinha e cobrar 3 euros para um kit de talheres de plástico, já acho demais.

Localização | Ótima. Consegui fazer a maioria dos passeios à pé. Ele fica bem próximo à estação Turati do metrô, a apenas 2 estações da Stazione Milano Centrale, de onde saem os trens para Verona e Veneza e ônibus para o Aeroporto. Como fiz bate-volta para essas duas cidades, a proximidade com a estação central foi imprescindível.

Custo | € 71,40 para 4 diárias – Abril de 2014.

Pontuação (0 à 5)|

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...