​Áudio-Guia pelo Mundo

Design sem nomePara alguns essa minha atitude pode parecer muito fuinha, para outros um grande achado. Sim, como uma boa capricorniana sou mão de vaca por natureza (colocando a desculpa no signo…). Na verdade, gosto de investir o meu dinheiro em coisas indispensáveis e que possam valer a pena no final da jornada.

Acontece que, pesquisando em alguns sites por aí consegui localizar uma série de áudio-guias totalmente gratuitos para baixar, com os detalhes e a história super completa de diversos pontos turísticos de diferentes cidades espalhadas pelo mundo.

A utilização e fácil. Basta baixar o áudio, o mapa e seguir caminhando. Simples e gratuito!

A utilização desse dispositivo possui diversos pontos positivos. Posso destacar a mobilidade e a autonomia durante o roteiro, ou seja, você pode colocar no repet todas as vezes que achar necessário e permanecer em determinado ponto o quanto quiser. Se você for contabilizar a economia de cada um dos tours, que sairiam em média 10 euros cada um, realmente compensa e muito. É só converter!

Por outro lado, a parte negativa e não fazer aquelas típicas amizades de tours e também não ter ninguém ali para tirar uma dúvida caso você precise.

Mesmo com os prós e os contras eu resolvi utilizar os áudios na última viagem pelo Leste Europeu e a minha avaliação foi super positiva.

Organizei alguns áudios em espanhol no meu MP3 e baixei todos os mapas no IPad. Assim, podia escutar e ir andando conforme a minha vontade. Meus passeios deram super certo em Dubrovnik e em Split, na Croácia, em Vienna, na Áustria e em Praga, na República Tcheca.

Às vezes é possível encontrar mais de um tipo de áudio e alguns específicos para determinados bairros, como o Bairro Judeu de Praga.

Em determinadas regiões e nos países mais turísticos sempre existe um grupo de jovens oferecendo serviços de walk tour nas principais praças, que pode compensar muito se você estiver em grupo. Porém, no meu caso como sempre viajo sozinha e meu inglês não é tão perfeito, encontrar essa saída foi bem melhor.

Tem lugares até, como em Dubrovnik, que eles alugam o aparelho de áudio para você fazer o tour sozinho pela rua. A grande diferença de baixar é que você vai usar o seu equipamento e não pagar nada.

A maioria dos áudios baixei nesses sites:

Áudio Viator*: http://www.audioviator.com/es/

Áudio Guias On-line: http://audioguiasonline.com

* Na última atualização dos links, percebemos que o Áudio Viator está em manutenção, tanto o site quanto o aplicativo. 

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Trocando souvenirs pela estrada ou a linda arte de materializar lembranças!

Presentinhos comprados prontos para serem entregues aos novos amigos do Leste Europeu!

Presentinhos comprados prontos para serem entregues aos novos amigos do Leste Europeu!

Para mim não há nada mais legal do que ter lembranças dos momentos vivenciados em uma viagem. Gosto de ler diários e rever mil vezes álbuns de fotos, na ânsia de não esquecer, nem um tiquinho, das recordações da estrada.

Mas o inverso também me interessa. Gosto de criar laços com destinos e pessoas. Me anima a ideia de ser lembrada como brasileira. Por isso, sempre quando viajo tenho o costume de levar algo do meu país para compartilhar com amigos/conhecidos que vou encontrando na jornada.

Sempre tem um guia mais especial, uma companheira de hostel, um atendente amável ou até mesmo um vendedor árabe difícil de negociar um desconto!!!!

Alguns dos presentinhos que ganhei por aí!

Alguns dos presentinhos que ganhei por aí!

Em São Paulo, o melhor lugar para comprar esse tipo de souvenir verde e amarelo é a Rua 25 de março. Existe por lá uma infinidade de produtos com uma variedade de funções, por um custo muito baixo.

Para a minha próxima viagem, já organizei alguns presentinhos, todos eles comprados na loja Minas. Desta vez serão canetas e chaveiros com a bandeira do Brasil. E você? Também gosta de compartilhar presentes pela estrada? Me conte nos comentários!

Viajar de dia ou de noite?

Sempre quando estamos preparando um roteiro acaba surgindo esse tipo de pergunta. Na verdade eu não tenho a resposta, mas quero lhe ajudar apresentando os prós e os contras de cada uma das alternativas.

Viajando de dia

A melhor parte das viagens diurnas com toda a certeza é a possibilidade de avistar a paisagem. Quando penso nisso, sempre me vem na cabeça um destino: o Chile. Das duas vezes que estive por lá optei por chegar na cidade de Santiago com a luz do sol, isso porque, tanto de avião quanto de ônibus (chegando de Mendoza-Argentina) a vista da Cordilheira dos Andes é inesquecível.

Outro fator positivo é que você poderá colocar a leitura e as pesquisas da viagem em dia, além de facilitar a oportunidade de fazer amizade com seu vizinho de poltrona. Dependendo da localidade chegar ao seu destino de dia também é uma questão de segurança.

O lado ruim é que você muitas vezes perderá uma boa parte do dia e depois de horas sentado, o corpo estará cansado para aguentar o pique mais turístico.

Estrada entre Mendoza, na Argentina e Santiago, no Chile

Estrada entre Mendoza, na Argentina e Santiago, no Chile

 

Cordilheira Mendoza Santiago

Cena linda que só consegui acompanhar por estar viajando pela manhã

 

Cordilheira avião em dezembro 2

Passando pela Cordilheira dos Andes durante um voo iniciado de madrugada

 

Cordilheira avião em dezembro

Mesmo sendo dezembro a neve nos Andes permanece forte

 

Viajando de noite

A melhor parte das viagens noturnas certamente é a economia com hospedagem. Hoje em dia é fácil deixar gratuitamente as malas em depósitos de bagagens em hostels e hotéis após o check-out, passear e mais tarde ir para a rodoviária, estação de trem ou aeroporto.  

O ruim é que nem sempre viagem noturna é sinônimo de uma noite de sono, pois nada garante que você se sentirá confortável, que apagarão as luzes do transporte ou que seus vizinhos de poltrona farão o devido silêncio.

O bom mesmo é tentar não economizar tanto no transporte, lembre-se você já está poupando a hospedagem. No caso de avião sei que é mais difícil, mas em trens e ônibus existe a possibilidade de uma passagem intermediária, que oferece um assento mais confortável do tipo semi-leito.

Para viagens mais longas vale a pena investir no travesseiro de pescoço, máscara para dormir e tapa ouvidos. 

E aí, qual você escolhe?

 

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No Egito, durante viagem noturna de trem do Cairo até Aswan

 

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A paisagem do amanhecer pela janela do trem, próximo a Aswan

 

Remédios em Viagem

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Algo que temos que ficar muito atentos é a questão de remédios em viagem. É importante que você tenha com eles um cuidado redobrado, pois não é garantia de que em outros países você encontrará os mesmos medicamentos e que poderá comprá-los sem um pedido médico.

A dica é sempre levar consigo a receita médica e todos os comprimidos em suas caixas originais e em bom estado. No caso de remédio controlado é bom levar também um laudo médico (em inglês) com o nome completo do passageiro, informando o motivo do uso.

Leve-os sempre com você na bagagem de mão. Não pense em hipótese alguma colocá-los dentro da sua mala de viagem, pois além de correr o risco de ter a mala extraviada, pode ser que você tenha alguma conexão no caminho.

Sim, essa última já aconteceu comigo! Certa vez em uma viagem para Bogotá, na Colômbia, tive uma conexão de 12 horas em Lima, no Peru. Viajante que sou, obviamente que já tinha um roteiro completo de diversão na cidade enquanto esperaria para embarcar.

Acontece que o meu voo sofreu uma despressurização, que é quando a aeronave perde a pressão. No mesmo momento senti uma dor insuportável na cabeça que desceu passando pelo ouvido até atingir o meu maxilar. Algo realmente inesquecível.

Quando desci do avião lembrei que meus medicamentos estavam na mala de viagem… Resultado: mesmo cheia de alergias, tive que me aventurar na farmácia, um risco.

Outro fator é o caso de overbooking ou um prolongamento da viagem. Neste caso, é importante que você leve uma maior quantidade dos medicamentos de uso contínuo.

Boa viagem!

 

 

 

Grupo Contadores de Estórias de Paraty

TeatroDeBonecosParaty

Uma boa pedida para quem está de férias por Paraty é incluir em seu roteiro o espetáculo de teatro de bonecos do Grupo Contadores de Estórias.

O grupo foi fundado em 1971, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, pelos artistas Marcos e Rachel Ribas que, na época, viviam por lá. Após uma temporada de estudos e longas viagens, o casal decidiu instalar a sua sede na cidade de Paraty em 1981. Desde então é referência no Brasil quando o assunto é a arte dos títeres.

Em suas andanças, o grupo já se apresentou em 20 cidades ou estados do Brasil e encantou outros 15 países.

O teatro localizado em uma simples casa colonial no Centro Histórico da cidade abriga 94 lugares. Como é um trabalho minucioso, cheio de detalhes a dica é garantir um lugar nas primeiras fileiras. Para isso, é necessário ir em um horário mais cedo no dia da apresentação, pois no ato da compra você pode escolher sua cadeira.

Serviço:

Grupo Contadores de Estórias
De quartas e sábados, às 21h. (Baixa temporada)
De quartas, sextas e sábados, às 21h. (Alta temporada)
Teatro Espaço – Rua: Dona Geralda, 327 – Paraty-RJ – Brasil
Telefone: (24) 3371-1161
Site: www.ecparaty.org.br – Facebook: Grupo.Contadores.de.Estorias
Ingressos: R$ 50,00 – R$ 25,00 (meia-entrada)

Vedettes de Paris


Barco por Paris
Um dos passeios que mais me emocionaram durante a minha estadia em Paris foi navegar de noite pelas águas do Rio Sena. Foi maravilhoso ver do barco todos os detalhes da cidade luz e ainda ser agraciada pela presença da lua ao lado da Tour Eiffel.

Mesmo para as viagens com o orçamento curto vale a pena o investimento afinal, do que adianta ir para Paris e não viver Paris?

Resolvi fazer o passeio de uma hora. O barco sairia da parada Tour Eiffel às 21hs. Na primavera é este o horário que começa a anoitecer na cidade. O passeio inclui áudio-guia em português.

Existem vários preços e eles estão condicionados ao serviço que você preferir à bordo. Escolhi o mais básico, o Discovery Cruise (apenas com o passeio), há também com champanhe crepe… Meu ingresso saiu por E$ 12,00 pois consegui um vale-desconto no papel informativo do meu hostel. Estudantes com a carteirinha internacional da ISIC possuem desconto em alguns dos passeios.

Minha dica é realmente fazer o passeio durante a noite, na parte da manhã, qualquer ônibus que você tomar poderá fazer praticamente o mesmo trajeto. O ideal é permanecer na parte superior do barco, onde é possível apreciar melhor a paisagem e tirar boas fotos. Obviamente que é o lugar onde todos querem ficar, então ao entrar na embarcação corra para garantir o seu lugar. Uma curiosidade é que os barcos do Rio Sena são classificados como Patrimônio Mundial pela UNESCO, ou seja, vale o investimento!

Confira imagens:

     Serviços:
logo

Vedettes de Paris: http://www.vedettesdeparis.fr

The Monastery Hostel (Milão – Itália)

The Monastery Hostel
Via Bertoni, 3, Milão
http://www.themonasteryhostel.it

Milano HOstel

Visão geral | Localizado em uma das alas de um convento de frades franciscanos,  o The Monastery Hostel possui 14 quartos. Fiquei hospedada em um dos maiores, com 6 camas mistas (homens e muheres). A minha beliche ficava em um anexo, uma espécie de pequeno quarto. Era como um quarto para duas pessoas, o que realmente foi ótimo.

No geral, acho que eles não estão preocupados em fidelizar hóspedes. Percebi que o básico é oferecido, porém sem gentilezas. Quer mais? Pague. Simples assim.  Não tomei nenhum dia o café da manhã, pois sempre saia cedo. Não vi nenhuma mesa exposta. Sinceramente até onde eu sei não estava incluso, mas algumas pessoas me falaram que tinha croissant.

Atendimento |  Existem certas gentilezas que marcam o atendimento um estabelecimento. Não. Definitivamente este não foi o caso deste hostel. Ao chegar, exatamente 1 hora antes do check-in, pedi para deixar minha mala na recepção. Nos meus cálculos seria o tempo suficiente para encontrar algum lugar próximo e almoçar. Para o meu espanto fui informada que, para deixar a minha mala (uma única e pequena mala) seria necessário pagar 4 euros. Obviamente este não é o tipo de recepção que esperamos ao chegar em qualquer lugar. Preferi educamente rir, virar as costas e procurar um local para comer, acompanhada da minha fiel escudeira.

Outro fator que contribuiu para que o The Monastery Hostel caisse no meu conceito foi a falta de educação de um dos atendentes. Ao voltar de um passeio, ele me questionou qual era o meu quarto. Falei e ele perguntou onde estava a chave do meu armário. Disse que estava comigo, aí neste momento ele começou a fazer um escândalo, falando que eu não tinha permissão para sair com a chave, que alí era um hostel, que tinha regras e eu deveria respeitar. Imagine essa conversa em espanhol, no tom que os italianos costumam falar… Naquele momento descobri que, para sobreviver e ser respeitada na Itália deveria também alterar meu tom de voz e me manter firme nas discussões. Foi o que fiz. Achei no mínimo curiosa a insistência dele em querer a chave do armário, pois além deixar 20 euros (como depósito) caso eu a perdesse, lá dentro estava coisas valoriosas para a minha viagem e que eu não gostaria que ninguém mais tivesse acesso.

Obviamente fiz uma reclamação com outros atendentes do hostel, não apenas pelo sistema que acredito ser totalmente falho como também pelo atendimento rude do funcionário. Para amenizar, no decorrer da minha hospedagem passei pela recepção mandando beijos para ele, além de dizer que percebi a necessidade dele tirar folgas para relaxar 🙂

Pontos positivos | No quesito qualidade do sono é nota 10. Prédio com elevador. Banheiros e quartos limpos. Frigobar para guardar suas coisas. Internet nos quartos.

Pontos negativos | Toda a estrutura gira em torno do dinheiro. Sei que vivemos em um sistema capitalista, mas não ter copos na cozinha e cobrar 3 euros para um kit de talheres de plástico, já acho demais.

Localização | Ótima. Consegui fazer a maioria dos passeios à pé. Ele fica bem próximo à estação Turati do metrô, a apenas 2 estações da Stazione Milano Centrale, de onde saem os trens para Verona e Veneza e ônibus para o Aeroporto. Como fiz bate-volta para essas duas cidades, a proximidade com a estação central foi imprescindível.

Custo | € 71,40 para 4 diárias – Abril de 2014.

Pontuação (0 à 5)|

Objetos de viagem: Talheres de plástico

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Existem assessórios que são extremamente importantes em uma viagem mais alternativa. Outros, são apenas quinquilharias que você vai lamentar infinitamente o bendito dia em que teve a ideia de levar…

Na minha experiência em mochilar por dois meses pela América do Sul, carreguei durante quase todo o tempo uma canequinha vermelha pendurada na mochila. O que no começo era um item imprescindível de sobrevivência se tornou uma mera decoração, que logo se transformou em um peso a mais. Obviamente foi desovado na primeira oportunidade.

Já em outra viagem, desta vez para a Europa, foi o momento de levar meus talheres de plástico que costumam me acompanhar quando vou para campings. No café da manhã, na barraca eles sempre me quebraram um galho!

Em um hostel de Milão (The Monastery Hostel) descobri que a cozinha não oferecia talheres. Para a minha surpresa os mesmos eram vendidos em exemplares de plástico por 3 euros (um absurdo).

Acabei emprestando eles para diversos outros hóspedes que, gentilmente, sempre me ofereciam algo em troca. Certa vez, ganhei um delicioso penne ao molho pesto de um alemão fofo que queria retribuir meu ato. Uma senhora uruguaia também foi pega de surpresa após já ter ido ao mercado e realizado toda a sua compra. Mais uma vez meu garfo e minha faca de maneira humanitária entraram em ação!

Em uma viagem com pouca grana a visitinha ao mercado é fundamental, mesmo durante os passeios pela rua. Sempre que posso, entro em algum pelo caminho e compro um iogurte. Tomo na rua como se fosse sorvete. Sempre funciona: me alimento bem e economizo uns trocados. Tá vendo só, é essencial carregar sempre consigo pelo menos uma colher.

gondola do mercado em Barcelona zanzemos

Pelo que percebi na Espanha (mais precisamente em Barcelona) as pessoas não se importam em comer na rua. Vi na famosa Avenida Diagonal de Barça, jovens mulheres (em horário de almoço) comendo marmita no chão, encostadas nas paredes das lojas mais chiquérrimas do pedaço Vi também, um homem super novo abrindo uma marmita de arroz e milho em pleno metrô. Detalhes que no final das contas faz toda a diferença no orçamento de uma viagem.

Meus talheres são da marca Quechua. Comprei na megastore francesa Decathlon, que aqui no Brasil possui mais de 20 lojas, além do atendimento virtual. Eles são vendidos em diversas cores e saem por R$ 1,90 (cada). Super recomendo: http://bit.ly/1idr5MJ

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