Casa de Anne Frank 1 Zanzemos Thatiane Ferrari

Imagine ficar dois anos completamente trancado com mais sete pessoas em um espaço apertado, sendo obrigado a acordar todos os dias para viver uma rotina no silêncio com medo do esconderijo ser descoberto a qualquer momento. Essa é a história de Anne Frank, uma das mais famosas vítimas da perseguição nazista aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1945, após morrer de tifo em um campo de concentração na Alemanha aos quinze anos de idade, a garota deixou ao mundo seu diário com páginas que mostram, em meio aos encantos da puberdade, o que é viver em tempos de genocídio.

O Diário de Anne Frank original fez parte da minha adolescência. Foi por meio dele que tive meu primeiro contato com essa parte da história, com os horrores de Hitler e a crença doentia das raças superiores. Seus escritos rodaram o mundo e deram voz aos milhões de judeus mortos no holocausto, sendo traduzidos para mais de setenta idiomas.

Desde 1960, Amsterdam, na Holanda abriga a “Casa de Anne Frank”, um museu que chama a atenção de todos para a história de vida da garota judia, com o objetivo promover uma reflexão sobre os perigos do antissemitismo, da discriminação e do racismo, além de reforçar a importância da democracia, liberdade e igualdade de direitos.

Para se ter uma ideia o local recebe cerca de um milhão de visitantes por ano, leitores que, assim como eu, sonhavam em conhecer o Anexo Secreto e sentir de perto ela, essa menina tão especial. Conhecer um lugar desses sempre é difícil e me remeteu muito ao dia em que fui até Auschwitz/Birkenau  , na Polônia.

 

Casa de Anne Frank 2 Zanzemos Thatiane Ferrari


Tive a oportunidade de visitá-lo e conto tudo aqui para vocês:

Ingressos 

É importante planejar com antecedência a sua visita. Das 9h até às 15h30, o museu recebe apenas as pessoas que compraram antecipadamente o ingresso pela internet. Após esse horário é que abrem as bilheterias para a venda do dia. Quando fui, comprei o ticket 2 meses antes pelo site. No dia da visita, vi que já tinha uma fila grande de espera desde às 13h30. O valor do ingresso é de E$ 9,00, mais uma taxa de reserva de E$ 0,50 por ticket.

 



    Veja também:  + Minha visita ao complexo Auschwitz-Birkenau



A visita  

Você deve chegar na hora exata, pois os bilhetes são válidos apenas na data e horário escolhidos. Expirados não podem ser mais utilizados. Ao entrar na recepção você já recebe o áudio-guia que conduzirá a visita em diversas línguas, inclusive português. Infelizmente não é permitido tirar fotos dentro do museu. Começamos por toda a parte de baixo, nos armazéns e escritórios da Opekta, empresa do pai de Anne, distribuidora de pectina, agente gelatinoso usado no preparo de geléias.

De lá partimos para a parte de cima. Não existem móveis, apenas telas nas paredes que mostram em reconstituição como era antes da invasão. O Anexo Secreto fica atrás de uma estante, subindo um grande degrau. Atenção especial para quem tem problema de mobilidade.

Ter a oportunidade de entrar e visitar todos os cômodos, é algo emocionante. Pensar que Anne viveu ali com sua família e amigos durante anos é assustador.

Loja

Posters, postais, canetas… A loja da Anne Frank House reúne diversos objetos, estudos e livros em diversas línguas. Comprei o catálogo oficial do museu em português e recomendo bastante, pois como não podemos tirar fotos, o livro disponibiliza diversas imagens do abrigo, além de contar detalhes da história. Serão E$10,00 muito bem investidos.

Casa de Anne Frank 3 Zanzemos Thatiane Ferrari

Dicas

  • É imprescindível ler antes o livro, para conseguir compreender um pouco da atmosfera que aquelas paredes carregavam. Tudo é muito bem explicativo, mas nada substitui o contato direto com a obra.
  • O Google Cultural Institute oferece uma exposição virtual em português sobre A Casa da Anne Frank. Confira AQUI

Como chegar na Anne Frank House

A casa está situada no canal Prinsengracht, nºs 263-267, no centro de Amsterdam. Partindo da Estação Central , leva cerca de 20 minutos caminhando, é pertinho! Os bondes 13, 14 e 17 – além dos ônibus 170, 172 e 174 – param perto do museu, no ponto “Westermarkt”.