O que rolou na 44 ABAV?

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Cuba, sempre animada!

Mesmo com a correria do dia a dia consegui dar um pulinho para conferir as novidades da 44ª ABAV Expo Internacional de Turismo, que aconteceu entre os dias 28 e 30 de setembro, no Expo Center Norte aqui na cidade de São Paulo. É sempre bom prestigiar o evento que é considerado o maior e mais completo nas Américas e no Hemisfério Sul, sendo reconhecida como uma das feiras mais importantes do mundo. Também pudera, né. Com tanta beleza nos nossos destinos nacionais, o Brasil sempre tem que figurar nesse alto escalão!

Quem me conhece sabe que sou apaixonada por culturas e esse ano pude focar um pouco melhor nas apresentações artísticas, além de degustar algumas iguarias das mais diversas regiões.

Os destaques foram para o sempre animado stand de Cuba, com sua maravilhosa música e o do Marrocos que todos os anos traz um especialista em caligrafia artística em árabe. Desta vez veio ao Brasil o artista Abdelaziz Bouhlassa para oferecer aos participantes gratuitamente uma escrita e vender alguns artigos.

Claro que eu não resisti e comprei um colar com meu nome. Confira a foto logo abaixo!

A ABAV Expo 2017 já tem data e local confirmados, segundo entrevista do presidente da entidade Nacional Edmar Bull, ao site Mercado e Eventos. A feira acontecerá entre 27 e 29 de setembro de 2017 e voltará ao Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Nos vemos lá!!!!

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Capoeira no stand da Bahia

 

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Novo formato da Vila do Saber – aberta no meio da feira

 

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Belíssimo stand do Marrocos

 

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O artista Abdelaziz Bouhlassa

 

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Belíssimo trabalho dele

 

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Inúmeras apresentações culturais por toda a feira

 

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RN fazendo a festa!

 

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Pão com mortadela: sempre uma boa pedida

 

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Los hermanos bailando tango

 

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Adivinha de qual stand é esse carrinho? Claro, da Bahia meu rei!

 

Passeio pelas Ilhas Argo-Sarônicas: Egina, Póros e Hydra

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Curtindo a ilha grega de Hydra


Por diversos motivos a Grécia ocupa um lugar muito especial em meu coração. Também pudera, com tanta história, cultura e beleza é quase impossível que os visitantes não se apaixonem pelos gregos, em todos os sentidos!


Dentre os inúmeros encantos que vivenciei por lá estão, com toda a certeza, as Ilhas Argo-Sarônicas, um conjunto com seis ilhotas localizadas próximas a Atenas, com águas claras, muito verde e casinhas lindas. Visitei apenas três, Egina, Póros e Hydra em um passeio promovido pela Stravel.

Escolhi essa agência por conta do desconto concedido pelo restaurante Smile. Em todo o centro de Atenas é possível encontrar em postes e paredes da cidade, mapas oferecidos por eles com um anúncio de abatimento no valor de passeios para clientes.

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Unindo o útil ao agradável decidi conhecer o local e não me arrependi. O cardápio possui diversas opções de comidas, além dos pratos tradicionais da culinária local (salada grega, moussaka, giros, pastitsio…). Os preços são ótimos, ambiente aconchegante, internet livre e atendimento familiar.

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Deliciosa Greek Salad do Smile


Após almoçar informei o interesse em comprar o passeio. O garçom Thiago prontamente me explicou como funcionava e me levou até a agência, que fica em uma rua próxima ao restaurante. Quanta gentileza!

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O lindíssimo Kassandra Delfinous

 

Chegando lá o procedimento foi simples. Apenas falei meus dados, paguei 60,00 e agendei o horário do transfer até o porto para a manhã seguinte.

No outro dia, pontualmente eles estavam no local combinado, em micro-ônibus já com alguns turistas. De lá, partimos para o porto, onde estava apenas o barco da Olympica Cruise. Sei que os gregos são feras no mar mas, confesso que fiquei impressionada com o Kassandra Delfinous. Ainda bem, pois o preço do passeio foi um pouco alto para o meu bolso mochileiro.

 

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A torre do relógio de Póros


Ao chegar, fui recepcionada pela guia que falava além de grego e inglês, espanhol!!!! Como estava sozinha e as mesas eram coletivas (já ocupadas por famílias) preferi ficar na parte da frente do barco. Ah, que maravilha! Foi uma experiência incrível poder sentir a brisa do mar com toda aquela vista!

 

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Póros: vista lá de cima


A primeira parada foi na ilha de Póros. No meio das casinhas um caminho leva até a parte de cima onde está localizada a torre do relógio. De lá se tem uma vista deslumbrante da baía.

 

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Hydra: minha preferida!


Seguimos depois para Hydra, a ilha que mais gostei. A arquitetura preservada é um charme que dialoga com o paraíso natural das águas cristalinas. Por lá não se vê carros, todo o trajeto é feito a pé, com animais ou de barco (ao longo da costa). Confesso que não andei pela cidade. Assim que pude me joguei no mar e por lá fiquei!

 

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Sem carros o jeito é se virar!


A terceira e última ilha foi a de Egina. O Templo de Afaia, no alto da colina é a atração principal da cidade, mas você já deve ter pensado que sim, eu preferi ir para a praia.

 

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Praia de Egina


Tanto para Egina quanto Hydra são vendidos passeios opcionais – o que eu achei bem complicado, pois pelo preço já poderia estar incluso, mas enfim… Essa é a minha característica se tiver que escolher entre construções ou natureza, certamente ficarei com a última.

O almoço está incluso no passeio é bem servido e as bebidas são pagas à parte. Não vou nem comentar o preço da Coca-Cola, pois graças a Deus eu esqueci. Aliás, refrigerante na Grécia é muito caro. Salada, macarrão, arroz, batatas e carnes fazem parte do buffet.

 

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Diversas opções para todos os gostos


O barco tem música ao vivo e um casal de dançarinos, que juntos ajudam a animar o ambiente. Ao som da música tema do filme “Zorba, o Grego” todos dançam. Sem faltar, claro, os gritinhos de Opaaaa!!!!

 

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Opaaaaaa! Animação no barco: a hora que a brasileira tem que sambar


Conclusão final:
é beeeem turístico, mas para quem está com pouco tempo e quer tranquilidade em alto mar o passeio é super recomendado!


Serviços:

Restaurante Smile: 24 Syngrou Avenue | Tsokri Park 1 – Makrigianni – Athens
No Trip Advisor: https://goo.gl/aCKAj0

Agência Stravel: 22 Syggrou Avenue, Athens
http://www.stravel.gr

Zanzemos na 44ª ABAV Expo Internacional e Turismo

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Se a edição anterior já foi ótima, imagine a próxima!

A 44ª edição da ABAV – Expo Internacional e Turismo acontece entre 28 e 30 de setembro, no Expo Center Norte aqui em São Paulo-SP. Considerada a maior e mais completa feira do setor nas Américas e no Hemisfério Sul e reconhecida como uma das mais importantes do mundo, a feira reunirá público o profissional como agentes, operadores e gestores de viagens, expositores nacionais e internacionais de mais de 60 países, compradores, além de jornalistas!

Estive acompanhando toda a divulgação desse ano e pude perceber que o grande destaque da edição será a vasta programação dentro da Vila do Saber, que inclui o Congresso ABAV de Turismo. Palestras, debates e mesas redondas a serem conduzidos por profissionais reconhecidos no mercado serão oferecidas dentro de quatro eixos temáticos – inovação, gestão, tecnologia e segmentação.

O legado da Olimpíada Rio 2016, a economia criativa e turismo sustentável serão alguns dos temas trabalhados durante os encontros.

Pela quarta vez estarei prestigiando o evento e certamente será uma ótima oportunidade para sentir o mercado, estudar os novos destinos e conferir as novidades, além claro de participar de algum debate. A programação completa da nova edição pode ser conferida aqui. 

Serviço:
44ª ABAV – Expo Internacional de Turismo
De 28 a 30 de setembro de 2016, das 12h às 20h.
Expo Center Norte – São Paulo/SP
http://www.abav.com.br

Eataly São Paulo

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A culinária italiana me atrai desde pequena, quando passava férias na casa da minha vó e esperava a hora de ajudá-la a fazer deliciosas massas. Da ida ao supermercado, passando pelo preparo e chegando ao “mangiare”, tudo aquilo me fascinava.

Todas as vezes em que tive a oportunidade de colocar os pés por lá no mesmo instante dizia adeus a dieta, me entregando a tudo que só eles podem oferecer. Em meio a uma maratona de gordices, revezamento de pasta, vinho e gelato, uma hora a orgia gastronômica acaba e o estoque de delícias trazidas no canto da mala também.

 

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Um pouco das delícias encontradas por lá

 

Nesse momento a melhor coisa a fazer é visitar a Eataly São Paulo, uma espécie de mercado, restaurante e centro pantagruélico (kkk) especializado em tudo o que há de mais delicioso na Itália. Para quem é, assim como eu, viciada em massa garanto que lá mais parece a filial do paraíso.

Até o momento eles possuem 29 lojas na Itália e espalhadas pelo mundo: Japão, Estados Unidos, Dubai, Alemanha, Istambul e no Brasil, em São Paulo (a primeira da América Latina!!!).

 

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Grande variedade de queijos

 

São mais de 7 mil produtos a venda. Você pode levar para casa molhos, massas frescas, bebidas, azeites, queijos, entre outros. Para quem prefere comer por lá a Eataly possui sete restaurantes divididos pelo espaço. Tem um só de pizza, outro de pasta, carne…. Eu preferi unir o útil ao agradável. Comi uma refeição completa e levei também uma comprinha para casa.

 

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Azeites, molhos e extratos

 

Fui em um dia da semana na hora do almoço e fiquei encantada com o que vi. Estava bem tranquilo, porém não havia mesa para pessoas sozinhas. Eles me ofereceram a parte do balcão e como aceitei nem precisei pegar fila. Os preços dos pratos são bem acessíveis. Para você ter uma ideia a massa mais barata de Spaghetti Al Pomodoro custa R$ 28,00. A mais cara acompanha frutos do mar por R$64,00 (preços de agosto/2016).

 

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Preço acessível para todos os bolsos


O momento da sobremesa, no térreo do prédio, é uma perdição à parte. São chocolates, cremes, sorvetes, crepes de Nutella. Tem para todos os gostos de bolsos. Confesso que me decepcionei um pouco com a parte de chocolates. Esperava que tivesse uma variedade de produtos da Ferrero Rocher. Meu alvo inicial eram os maravilhosos bolinhos Kinder Délice, mas não encontrei.

A programação é bem intensa com aulas sobre o preparo de risottos, pães, pastas, molhos… para adultos e crianças. A localização é ótima para quem tem carro. Se você está apenas de passagem por São Paulo ou se, como eu, você é uma pedestre convicta prepare as perninhas para a caminhada desde a estação de trem.

Confira imagens:

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Diversos tipos de ingredientes

 

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Típica pizza italiana

 

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Grande variedade no formatos das massas

 

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Sete restaurantes espalhados pela loja

 

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Chocolate!!!

 

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Ambiente amplo e agradável

 

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Arquitetura que dialoga com a luz natural

 

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Parte destinada aos doces

 

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Sobremesas


Serviço:
Eataly São Paulo
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1489 – São Paulo-SP
Horário de funcionamento: de domingo à quinta das 8h às 23h, sexta e sábado das 8h às 24h.
Informações: www.eataly.com.br

Crônicas de uma viajante: Bossa Russa

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Desperto no domingo de manhã do outro lado do mundo: Rússia. Na minha frente um dia inteiro de possibilidades e ao meu lado ninguém. Faço a checagem das anotações e planejo detalhadamente meu dia, com o prazer que só quem viaja sozinho consegue sentir.

Após enfrentar o temido, porém belíssimo metrô de Moscou, com todas suas placas e mapa em alfabeto cirílico, chego ao meu primeiro e principal destino do dia. Cercado de muralha com torres, na margem norte do rio Moscou, o Kremlin é o centro do poder político de toda a Rússia. Por trás de seus tijolos vermelhos existem prédios históricos, residência oficial, catedrais e tumbas.

Tudo estaria certo se a minha bota não resolvesse, ao cruzar o portão do Jardim de Alexandre, soltar uma parte considerável do solado. Tentei continuar a andar, mas depois de dois tropeços percebi que não daria para seguir o caminho.  Avistei uma porta que parecia um depósito dos funcionários, entrei. Lá dentro na penumbra um senhor ajeitava em um canto alguns objetos de jardinagem. Ele não entendia inglês e nem o desespero que me atormentava. Mostrei meu problema e a resposta foi uma cara de “não posso fazer nada”.

Sem ter nem ao menos um chiclete para unir as duas partes e quebrar um galho, resolvi ir atrás de uma cola, em uma caminhada de 1,5 km, até chegar a um mini mercado. Foi como encontrar água no deserto. A animação me deixou tão fora de mim que acabei estourando a embalagem da super cola na mão. Só quem já viveu a aflição de tentar tirar aquele grude da pele sabe o que senti.

Meus Dias na Rússia

Minha bota falando “oi! “

Nessa altura meu humor já estava tipicamente russo e sem condições de retornar ao Kremlin. Foi aí que tomei uma das melhores decisões da minha jornada, com a vantagem de ser uma viajante solitária e poder mudar completamente meu destino. Fui para o Mercado Izmailovsky, no extremo da cidade e distante de toda aquela agitação. (Para saber mais sobre o Mercado Izmailovsky, clique AQUI)

 



  Quer saber mais sobre a Rússia?

          + Viagem de trem: de Moscou a São Petersburgo

          + The Old Moscow Circus – o fantástico circo em Moscou

          + Como comprar ingressos para o Teatro Bolshoi

          + Dica de visita: Kremlin e o Mercado Izmailovsky  



O Mercado Izmailovsky é uma espécie de feira popular com souvenir, mercado de pulgas, comidas típicas, tudo junto e com uma arquitetura ímpar, cheia de torres coloridas.

Em meio a tantas matrioskas, miniaturas de igrejas e bustos do Lênin comecei a pesquisar presentes para meus amigos comunistas. Foi em uma loja, buscando uma explicação com a vendedora sobre os distintivos dos bottons soviéticos que escutei ao lado a seguinte frase: eu falo português.

Filha de coreanos e nascida no Uzbequistão, uma das repúblicas que formavam a extinta União Soviética, Alexandra Grigorieva é apaixonada pela cultura brasileira, tanto que aprendeu o idioma.

O mais curioso é que ela nunca colocou os pés por aqui, mas fala com a propriedade de quem nasceu em terras tupiniquins. Trabalha como contadora e é casada com o artista russo, Alexander. Os dois fazem parte da banda Time Of The Night (Время ночных людей), que toca além de jazz, música brasileira.

Encantada me deixei ser conduzida pelo mercado, guiada pela conversa e por Maria, filha da Alexandra, que segurava minha mão ainda cheia de cola com sua mãozinha tão delicada. Na despedida recebi o convite para conhecer na noite seguinte sua família completa.

Às 19 horas eu já estava na estação Perovo do metrô, aguardando minha nova amiga me buscar. Ao chegar no pequeno apartamento, localizado em uma espécie de conjunto habitacional da era soviética, fui recebida por seus filhos, Vera de 1 ano, Edmundo de 3 e Maria de 5, que esperavam ansiosos a minha chegada.

Papo, pizza e rum foram os ingredientes da noite que teve como “prato principal” bossa nova em português e em russo. Minha anfitriã me deixou com os olhos cheios de lágrimas quando resolveu cantar Caminhos Cruzados do Tom Jobim, acompanhada pelo dedilhado do violão de Alexander.

Vou sentir saudades, me disse Alexandra enquanto consolava Edmundo, que triste chorava com a minha partida.  E de pensar que tudo isso se deu por conta de uma velha bota…

Todos os caminhos do mundo!

Colombia
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali…
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
Mario Quintana

 

Há 4 anos eu estava colocando a mochila nas costas e dando início a minha primeira viagem internacional sozinha.

Eram tantos medos, dúvidas e receios, mas a Colômbia me recebeu de braços abertos e eu enfim aprendi empiricamente que o país vai além dos estereótipos oferecidos pela grande mídia: um balaio de Pablo Escobar, narcotráfico e FARC.

Foi lá que bebi o segundo melhor café do mundo (o do meu pai continua sendo o primeiro!), visitei uma catedral de sal a 180 metros abaixo da terra, tomei banho de lama dentro de um vulcão, comi arepas, reconheci a importância de Simon Bolívar, nadei no mar do Caribe, senti a brisa da noite sentada em suas muralhas, dancei salsa madrugada afora… <3 Dias inesquecíveis!

Me permiti a não deixar mais de fazer as coisas por falta de companhia. Assumi definitivamente meu gosto por culturas e agucei a minha curiosidade de encontrar novas histórias. Solidão? Não senti em nenhum momento.

Hoje dentro de mim é uma data importante para celebrar. Aquela garota que na ida entrou insegura no avião, trouxe na volta um carinho especial pelo povo colombiano, a imagem inesquecível do belíssimo mar caribenho e histórias de amores para contar!

Gracias a la vida, que me ha dado tanto…

Minha visita ao complexo Auschwitz-Birkenau

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Era o dia do aniversário do meu pai. Pela manhã, mandei um recadinho e prometi voltar logo após o meu passeio para uma conversa pelo Skype. Imaginava o que estava por vir, mas não pensava que pisar no maior cemitério do mundo me colocaria no fundo do poço.

Ao retornar fui direto comer na praça principal do centro de Cracóvia. Era sexta-feira, a rua estava cheia e as pessoas bem animadas. Por fora meu rosto estava atônito, dentro me sentia um caco. Meu corpo doía. Em meio a mordidas em um pão que eu mal consegui comer, postei com o wi-fi público algumas fotos no Facebook com o intuito de compartilhar com meus familiares e amigos próximos o que eu tinha vivenciado. Sentia falta de um abraço.

Escrevi para a minha mãe dizendo que estava muito triste, que queria dormir. Fui descansar com ela dizendo que seria melhor não ter ido, ainda mais sozinha. Recomendou-me planejar algo feliz para o dia seguinte e esquecer tudo aquilo. Como???

Os extenso compartilhamentos das minhas fotos me serviram de apoio para falar sobre o assunto. Obrigada! Algumas pessoas me escrevem perguntando se eu acho que elas devem ir. Não tenho a resposta. Penso que esta é uma decisão individual que possui consequências, pois, é algo que você jamais irá esquecer.

Para quem ainda não viu…

Auschwitz-Birkenau

Constituído em 1940, Auschwitz é conhecido mundialmente como um dos maiores símbolos do genocídio praticado pelos nazistas. Durante a II Guerra Mundial os alemães invadiram a Polônia e estabeleceram estrategicamente na região de Auschwitz, antiga Oswieçim, um campo de concentração no local onde anteriormente funcionava um alojamento do exército polonês.

Com a alta demanda de prisioneiros e a necessidade de mais espaço o complexo do terror teve de ser, com o passar dos anos, aumentado. No final o local era constituído por três partes: Auschwitz I, Auschwitz II-Birkenau e Auschwitz II-Monowitz. No início, em Auschwitz I apenas poloneses e prisioneiros de guerra soviéticos eram mortos no campo. Depois em 1942, Auschwitz II-Birkenau se tornou o maior lugar de extermínio em massa de judeus em toda a história da humanidade.

Estima-se que mais de 1,3 milhão de pessoas, sendo 90% delas de origem judia vindas de diversas partes da Europa, além de poloneses, presos políticos, prisioneiros soviéticos, homossexuais e ciganos, foram mortas no local. Quem não era executado na câmara de gás morria de fome, frio, doenças infecciosas, trabalho escravo, experiências médicas, suicídio na cerca elétrica ou execuções individuais.

Apenas em janeiro de 1945, com o fim da II Guerra Mundial é que 7 mil prisioneiros foram libertados pelo Exército Vermelho. Ao saírem do local, os alemães tentaram demolir alguns edifícios como a câmara de gás e o crematório de Auschwitz II-Birkenau na tentativa de esconder os horrores causados por eles.

Em 1947, o governo polonês resolveu fazer do antigo campo de concentração um museu, no intuito de preservar a memória daqueles que passaram por ali. Desde 1979 o complexo faz parte da Lista de Herança Mundial da UNESCO.

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Chegando na Cracóvia

Não existe voo direto do Brasil para a Cracóvia. Sempre será necessária uma conexão que pode ser feita nos países próximos como a Alemanha, a Suíça ou a Itália, por exemplo. O bom é que você pode testar diversas conexões até encontrar a forma mais barata ou chegar na Polônia de ônibus. Foi o que fiz, viajando com a LUX EXPRESS . Entrei no continente europeu pela Rússia e fui de ônibus até a Polônia, passando pela Letônia e Lituânia.

Hospedagem na Cracóvia

Por conta da localização e do preço escolhi me hospedar no Hostel Benedykta. Ele fica bem no centro da cidade, próximo a estação de trem, rodoviária e das principais atrações turísticas. O quarto mais barato possui três treliches e armários individuais com chave. Em maio de 2016, a estadia com café da manhã e wi-fi sai por 29 zlotys, mais ou menos R$ 29,00.

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Como chegar a Auschwitz-Birkenau de forma independente?

Existem duas possibilidades de chegar até Auschwitz de forma independente: ônibus ou trem. A grande vantagem é que tanto a estação rodoviária quanto a ferroviária ficam praticamente no mesmo lugar, portanto não será difícil por lá você escolher a melhor forma de transporte. A diferença se dá no local de desembarque. O ponto final do ônibus é na entrada do campo, já o trem fica na estação ferroviária de Oswieçim, em torno de 1,5Km do museu.

Como essas não foram as minhas opções, não tenho maiores detalhes, apenas faço a recomendação óbvia de que você deixe para comprar a passagem de volta no local, pois ficar correndo com horário apertado pode atrapalhar o seu passeio.

De Auschwitz I até Auschwitz II-Birkenau são 4 km. Existe um ônibus que faz o trajeto gratuitamente, porém, apenas entre abril e outubro.

Visitando de forma independente 

A entrada ao complexo é gratuita, porém, mesmo quem vai por conta precisa obrigatoriamente retirar seu ingresso de controle de acesso ao local. Ela é liberada antes das 10h e depois das 15h.

Se você vai fazer a visita de forma independente, sem guia, eu recomendo profundamente que você ao menos compre o livreto “Auschwitz Birkenau – Lugar de Memória e Museu”. Ele é vendido na lojinha, custa apenas 8 zlotys e pode servir como um manual explicativo detalhado sobre os locais mais importantes do complexo.

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Como comprar o ingresso para a visita guiada?

É extremamente importante comprar com antecedência o ingresso para a visita guiada no site do memorial. O endereço é http://auschwitz.org Lá clique em Reserva e escolha a opção Visitas Individuais.

A entrada ao Campo de Concentração é gratuita, apenas o serviço do guia é cobrado. A visita guiada custa 40 zlotys (algo em torno de R$ 40,00) e possui a duração de 3 horas e meia.

Como não sabia fui comprar meu ticket exatamente um mês antes da visita e na data escolhida não havia mais ingresso. Para o dia seguinte a única visita que ainda havia vagas disponíveis era em italiano. Como eu fazia questão de realizar o tour explicativo acabei comprando mesmo assim.

Acontece que quando cheguei na Cracóvia, percebi que as agências de turismo ofereciam na data que eu realmente precisava, por um preço que incluía o transfer e guia em espanhol. Tive que mudar meus planos e perder o bilhete que eu já havia comprado (eles não fazem reembolso em caso de desistência).

Como visitar com agência de turismo?

No Hostel Benedykta eles possuem uma parceria com a See Krakow Local Tour, uma agência que oferece diversos passeios pela cidade e região. Paguei 155 zlotys (mais ou menos R$ 155,00) pelo transfer do centro da cidade até Auschwitz I, o transfer de Auschwitz I até Auschwitz II-Birkenau e a volta de Auschwitz II-Birkenau para Cracóvia, além claro do serviço do guia no local. A visita toda dura de 6 a 7 horas e não existe pausa para o almoço. Os horários variam, então é bom consultar o site.

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Outras dicas!

  • É proibida a entrada com bolsas grandes, mochilas ou grandes volumes. Existe uma triagem na porta e apenas pessoas com bolsas super pequenas passam pela segurança. Existe um guarda-volumes que permite com que você guarde seus pertences. Vale lembrar que cada complexo possui o local de armazenamento. Se você ao se dirigir a Auschwitz II-Birkenau retirar seus pertences de Auschwitz I terá de pagar novamente uma nova taxa.
  • Na entrada de Auschwitz I vi quiosques vendendo lanches e no estacionamento vi restaurantes que oferecem refeições mais completas.
  • Em muitas das salas existem placas pedindo para não tirarem fotos. É o caso da parte onde estão cabelos de diversas prisioneiras mortas nas câmaras de gás. Eles eram arrancados para serem usados na confecção de roupas para os soldados. Muitas pessoas não respeitam e fazem de tudo para burlar as regras e clicar o local… Por consideração aos falecidos acho importante obedecer.
  • Você está pisando em um local de luto, onde jazem as cinzas de milhares de pessoas. Respeite o ambiente.
  • Dúvidas? Me escreva nos comentários!

Você conhece o projeto Mini Gentilezas?

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Funciona assim: é só separar aqueles itens de hotel e avião (que sempre pegamos mas, nunca usamos) e levar até um dos pontos de coleta mais próximo da sua casa. Lá eles fazem uma triagem e preparam kits de higiene pessoal para pessoas em situação de rua, simples assim!

Eles já possuem postos de coleta em diversos cantos do país!

Confira abaixo os endereços:

>PONTOS DE COLETA CEARÁ

Fortaleza: https://goo.gl/Vm4KG4

 

>PONTOS DE COLETA DO DISTRITO FEDERAL

Brasília: https://goo.gl/Z1cBKo

 

>PONTOS DE COLETA DE GOIÁS

Goiânia: https://goo.gl/WYI9g5

 

>PONTOS DE COLETA MINAS GERAIS

Belo Horizonte: https://goo.gl/o50opj

Contagem: https://goo.gl/70gFcP


>PONTOS DE COLETA PARANÁ

Curitiba: https://goo.gl/cRfGc5


>PONTOS DE COLETA RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro: https://goo.gl/CPTx0v

Niterói: https://goo.gl/9gKcCR

São Gonçalo: https://goo.gl/14Bi4v


>PONTOS DE COLETA RIO GRANDE DO SUL

Guaporé: https://goo.gl/0FPKy9

Porto Alegre: https://goo.gl/aiBV5r

Venâncio Aires: https://goo.gl/nMRyo1


>PONTOS DE COLETA SANTA CATARINA:

Florianópolis: https://goo.gl/Jn0Jdg

Palhoça: https://goo.gl/e02qXk

São José: https://goo.gl/2w3zEm


>PONTOS DE COLETA SÃO PAULO:

Campinas: https://goo.gl/eVxDob

Carapicuiba: https://goo.gl/lTrt5i

Guarulhos: https://goo.gl/tLlU6o

Indaiatuba: https://goo.gl/COePkt

Limeira: https://goo.gl/4iFyJV

Osasco: https://goo.gl/hH9PLP

Piracicaba: http://goo.gl/eBZOvS

Rio Claro: https://goo.gl/LrJD38

Santana do Parnaíba: http://goo.gl/0Wdhs7

Santos: https://goo.gl/ozuFHP

São Paulo – Capital: https://goo.gl/xZXcQg 

 

Quer saber mais? Visite a página deles no Facebook: https://www.facebook.com/minigentilezas

Viajando sozinha pelo Egito

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Tenho o vício, mania, gosto por viajar sozinha. Antes eu até procurava companhia porém, agora não as procuro mais. Depois da minha primeira viagem solo e de experimentar as delícias de decidir por completo um roteiro, confesso que temo ao pensar em dividir o caminho.

A ideia de ir para o Egito colocou tudo isso em questão e em certo momento me vi um pouco confusa. Como me aventurar por terras distantes, sozinha em um país conservador, em uma região super populada, sem falar bem inglês e com orçamento de mochileira?

Sim, passei algumas noites sem dormir, com aquele aperto no coração que só quem já teve que cortar um trajeto do mapa sentiu. A cada pesquisa me sentia mais confusa e o meu sonho de conhecer (em um primeiro momento) as pirâmides ficava cada vez mais distante.

Precisei de um tempo para conseguir encontrar o blog Revivendo Viagens da Renata Campos e encontrar enfim a Holaegypt Tours, uma agência egípcia que atende por todo o Egito e oferece em alguns destinos guias em espanhol. A grande vantagem deles são os preços acessíveis e visíveis no site. Achei bem honesto, pois explica todos os gastos a mais e os opcionais, além de conter uma tabela com os valores dos ingressos que são pagos à parte.

Todos os contatos com a Holaegypt Tours foram realizados por e-mail em inglês. Super paciente, a Anna Nagy foi a responsável pela organização da minha viagem. Sempre que tinha qualquer dúvida escrevia para ela e de maneira rápida e objetiva ela me respondia.

Contratei o Day Tour nas pirâmides de Giza, Sakkara e Memphis, no Cairo e o Tour de trem até Aswan e depois Cruzeiro no Nilo até Luxor (5 dias e 6 noites). Alguns amigos que fiz durante a viagem compraram seus pacotes na própria cidade com um preço mais em conta.

Na minha opinião, na cidade do Cairo só compensa fechar um pacote de passeios para as pirâmides. Além de serem distantes umas das outras, elas estão em uma região afastada e de carro é bem melhor. Sem contar da importância do contato com um egiptólogo para explicar cada detalhe das pirâmides e dinastias pertencentes. Samara, minha guia particular, teve toda a paciência para me ensinar e responder as minhas incansáveis perguntas tanto sobre a história do local quanto dos costumes praticados hoje pelos egípcios.

Você pode ir tranquilamente sozinha até o Museu do Cairo (e lá contratar um guia se sentir necessidade), a Cidadela, a Cairo Tower, comer Koskary ou ao Mercado Khan al-Khalili. Para quem assim como eu gosta de vivenciar a cultura local, acho importante ter esses momentos mais soltos.

Obviamente que por ser um país muçulmano e bem tradicional é preciso ficar atento na hora de escolher suas roupas, ainda mais se você for uma mulher sozinha andando pelas ruas. No primeiro dia como estava ainda me adaptando ao calor resolvi vestir uma blusa de manga curta (sem mostrar os ombros) e para a minha surpresa quase parei o Cairo. As pessoas se cutucavam para me ver passar. Homens, mulheres, crianças, idosos. Todos me olhavam. Pediram até para tirar fotos comigo.

É um misto de curiosidade e reprovação. Não gostei do que senti. Preferi passar calor e tentar ficar um pouco mais anônima.

A viagem de trem para Aswan durou 13 horas, na classe comum com ar-condicionado. Durante a viagem é possível comprar bebidas e snacks, porém preferi levar um kit lanche para encarar a aventura África adentro. O pacote com a Holaegypt Tours inclui todos os transfers. Sem eles confesso que seria impossível conseguir encontrar a plataforma e vencer a multidão de gente com a minha mala. Solo, meu motorista me deixou dentro do vagão e só saiu de lá quando o trem partiu.

Meu relato continua nos próximos capítulos…

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Samara, minha guia durante o tour nas pirâmides de Giza, Sakkara e Memphis

 

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Esfinge: um sonho realizado!

 

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Um pouco de como são as ruas no Cairo

 

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Esse é o Solo, meu motorista no Cairo

 

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Andando sozinha pela cidade (foto com temporizador kkkk)

 

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Momento registrado por Samara, minha guia (e fotógrafa)!

 

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