Campos do Jordão-SP: excursão bate e volta

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Já virou tradição. Todos os anos é só a temperatura baixar que a pequena cidade de Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, lota de pessoas atrás de seus atrativos naturais, arquitetônicos e gastronômicos.

Com um ar europeu, o município localizado a 181 quilômetros da capital paulista, costuma reunir durante todo o período de inverno visitantes com um grande poder aquisitivo. Prepare o bolso! Comida, diversão e hospedagem não são nada baratos por lá.

 

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Vila Capivari – Centrinho de Campos do Jordão-SP

Por isso, apresento a vocês a maneira mais baixo custo que encontrei para conhecer o lugar: bate e volta com excursão.

Como funciona a excursão? 

Diversas empresas oferecem o pacote que, na maioria das vezes possuem os mesmos preços e atrações, incluindo ou não o almoço. Dentre as que conheço e promovem passeios desse tipo estão a Gnomos Tour, a Fully Viagens, a Ecotrips e a Urbanos em Aventuras.

Foi com a Urbanos em Aventuras que resolvi conhecer Campos do Jordão. O transporte saiu da frente do Memorial da América Latina, próximo ao metrô Barra Funda. De lá, partimos para mais ou menos três horas de estrada até o nosso destino.

 

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Pico do Itapeva 

Passando 1 dia em Campos do Jordão-SP

O roteiro começou pela Ducha de Prata, uma queda d’agua artificial que servia de antigamente para banhar os hóspedes da antiga Pensão Inglesa. No local é possível encontrar barraquinhas com malhas, produtos artesanais e souvenirs, além de atividades de ecoturismo como arvorismo e tirolesas.

Já estava incluso no pacote o almoço no Sergios, um restaurante com comida caseira à vontade e uma variedade de carnes, saladas e guarnições.  

Seguimos para a Fábrica de Chocolates Araucária, onde pudemos conhecer um pouco sobre a história do doce: da produção dos bombons até o momento da degustação.

 

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Depois foi a hora de conhecer o Pico do Itapeva tem umas das vistas mais privilegiadas de toda a Serra da Mantiqueira. Daqui, do alto de seus 2.035m de altitude é possível avistar 12 cidades do Vale do Paraíba. Passeio imperdível para os amantes da natureza.

Tivemos uma parada rápida no Mosteiro de São João das Monjas Beneditinas para o sorteio dos brindes da viagem. Um lindo campo com um lago, árvores e capela fazem parte do cenário repleto de tranquilidade.

Finalizando o roteiro, chegamos a Vila Capivari, o movimentado centro que possui diversos bares, restaurantes, cervejarias, casas de chocolates e lojas com malharias.

Recomendo muito esse tipo de viagem com excursão. Além de sair bem mais em conta, é a oportunidade de você visitar um novo local e fazer novas amizades!

Willian Lee (in memoriam) – Projeto Palco & Asfalto

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O músico que faz das ruas seu local de trabalho fica suscetível a todo o tipo de interferência externa. Não apenas da chuva, que faz com que o artista tenha que encerrar o show antes da hora, ou do sol, que desafina o instrumento. Estar ali, diariamente exposto, faz florescer o sentimento de companheirismo junto ao público, sendo, a cada dia, surpreendido por ele. Willian Lee sabe bem disso.

Aquele parecia ser um dia normal e assim foi. Chegou ao centro da cidade, na região da Santa Ifigênia, com seu carrinho de mão adaptado. Dentro dele, uma bateria de carro, mesa de som e tablet. A infinidade de fios naturalmente demarcava o palco improvisado, composto ainda pelo pedestal do microfone e a caixa de som. Como de costume, começou a fazer um som.

Na dinâmica frenética da cidade com pessoas indo e voltando, partindo e chegando, o pedido de um rapaz que perguntava se poderia gravar o show foi respondido com um “Claro, é sempre um prazer!”.

Deu conta após alguns dias quando um amigo de outra cidade ligou perguntando se Willian sabia o que estava acontecendo. Só percebeu que havia algo diferente quando abriu o Facebook e se deparou com milhares de solicitações de amizade e mensagens, além da caixa de entrada do e-mail lotada.

Um vídeo dele tocando Sultans of Swing da banda britânica Dire Straits, postado no site YouTube por Léo Franclin, seu fã, inexplicavelmente tinha se tornado, na linguagem das redes sociais, um viral com 500 mil visualizações apenas de quinta para sábado. A alta circulação do material o fez alcançar uma grande popularidade e o transformou, do dia para a noite, em um fenômeno da internet.

Este texto poderia terminar aqui, porque nas entrelinhas tudo já teria sido dito. Mas toda história tem um começo, na maioria das vezes, um pouco difícil. A dele não foi diferente.

Nascido em Belo Horizonte, filho de um militar e uma dona de casa, Willian ganhou dos pais uma forte herança musical. Em seu lar, o rádio ficava o tempo todo ligado, sintonizado nas canções sertanejas de raiz. Na visita até a casa dos tios na roça, eram as modas de viola caipira que embalavam suas tardes.

Já influenciado pelos amigos da escola, estreou na música em 1983, aos quatorze anos, apresentando um cover da música Billie Jean, do Michael Jackson, no programa Clube da Criança. Com dezesseis, ganhou o primeiro violão da mãe e, de maneira autodidata, começou a tirar das cordas seus primeiros acordes.

Como não nasceu em berço de ouro, demorou alguns anos para ganhar a tão sonhada guitarra. Quando enfim recebeu o presente, descobriu, naquele momento, o que queria fazer para o resto da vida. Só não sabia que, assim como seu ídolo da infância Bruce Lee, também teria que lutar para conquistar seu espaço.

O instrumento virou a extensão de seu corpo, um pedaço de si. Atrás de guitarristas amigos do bairro, pedia dicas de como tocar. Eles escondiam as manhas, os truques, ensinavam errado ou passavam para frente só o manejo básico.

Começou a trabalhar como vendedor de sapatos e roupas em uma loja do comércio e, só assim, pode pagar as aulas em uma escola de música. Porém, conciliar as oito horas de labuta em pé com os estudos não foi fácil. O rendimento e a evolução musical vinham a passos pequenos, o que incomodava demasiadamente o músico.

Como comerciante, conseguiu mudar para o ramo de vendas de instrumentos musicais. Ampliou seus horizontes, e São Paulo fez a sua parte: abriu as portas para o recepcionar. Acostumado ao rock and roll, blues e jazz, foi conhecendo o cenário musical da cidade que se aproximou do country music. Praticamente, teve que reaprender a tocar.

Mantendo de dia a profissão de vendedor, começou a tocar na noite paulistana. Logo já estava participando dos shows de grandes nomes do sertanejo, entre eles o cantor Sérgio Reis. A rotina cansativa não intimidava o jovem músico, ao contrário, o aproximava, cada vez mais, da concretização do seu sonho de viver da arte. Ficou nessa vida por dois anos, até o famoso sertanejo sofrer um derrame cerebral e ter a sua agenda de shows inteira cancelada, sem previsão de volta.

Certo dia, tocando na loja em que trabalhava, seu cliente e amigo, Sérgio Murillo, perguntou o motivo pelo qual Willian ainda não se apresentava nas ruas. Sem nunca ter pensado nisso, colocou na balança o amor ao instrumento, os anos de dedicação e, acima de tudo, a angústia de querer tocar e não ter lugar. Viu que, se não tomasse uma atitude radical, continuaria para o resto da vida trabalhando na área de vendas.

Tomou coragem com as dicas do amigo músico. Largou o ofício de comerciante e foi para as ruas, virar definitivamente artista. Essa data ele nunca irá esquecer: 10 de fevereiro de 2014. Tímido, na frente do Café Girondino, próximo ao metrô São Bento, tremia mais que vara verde. Foi difícil acertar uma música.

Depois, pegou o gosto. Começou a desenvolver um trabalho mais elaborado, identificando o que o público queria. Simples e de família humilde, não demorou muito para se adaptar ao contato direto com o povo. Sentia-se em casa, dando asas à nostalgia ao tocar músicas dos anos 60 aos 90, ritmos que embalaram muitos momentos marcantes nos capítulos da vida dos passantes do centro da cidade.

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Willian conquistou a diferença e, após o sucesso repentino, viu sua vida mudar de vez. Hoje, até o momento, seu vídeo mais famoso possui mais de 5 milhões e 630 mil visualizações. Diversos sites internacionais especializados em música replicaram seu material. Sem contar com as outras músicas também disponíveis no YouTube, que juntas contabilizam aproximadamente 10 milhões de visitas. E estes números só crescem.

Em uma tarde qualquer de um sábado, ele consegue atrair, a cada canção que toca, mais de 100 pessoas ao seu redor. Nem precisaria ter a placa “colabore com o artista” na caixinha de contribuições. Espontaneamente, as pessoas deixam ali dentro o reconhecimento em forma de nota. Se fosse agradecer verbalmente a cada um que colabora, não conseguiria cantar.

O CD, com músicas de composição própria, são vendidos por R$ 10,00. A cada música finalizada, ele para no intuito de autografar o material. As pessoas fazem fila, e ele conversa rapidamente de maneira carinhosa com todos. Enquanto isso, vai entretendo a plateia, contando passagens da sua vida, dedicando a próxima canção ou falando alguma curiosidade do cover que irá fazer.

Aliás, quem organiza toda a estrutura são seus irmãos. Como toda família, às vezes, tem um quebra pau, mas eles acabam sempre de alguma forma se entendendo. Cada um possui uma função, o que ajuda também a estabelecer uma harmonia melhor entre eles. Saionara cuida da parte dos eventos, fechando os contratos para shows.

Rodrigo cuida das gravações das bases musicais no estúdio, e Fernando está com Willian todos os dias na rua. Todos ajudam na administração das redes sociais, porém responder aos fãs ficou humanamente impossível. O artista recebe mais de 200 mensagens e e-mails diariamente.

Foram alguns desses recados de admiradores que fez com que Willian fosse até de Juiz de Fora, em Minas Gerais, fazer um show na rua. Quando chegou em uma das praças principais da cidade, foi recepcionado por uma multidão de gente e pelo policiamento municipal que não o deixou tocar. Mesmo com gritos e pedidos de que a apresentação fosse autorizada. não conseguiu continuar o show. Pediu aos policiais para fazer a saideira e recolheu seu material.  

A rua hoje, na verdade, serve como uma vitrine para o artista. É lá que ele consegue os contatos para shows e eventos em diversas localidades do país, além da oportunidade de gravar alguns programas de televisão como o Encontros da Fátima Bernardes, Altas Horas do Serginho Groisman, Programa do Ratinho com o Carlos Massa, entre outros.

A época em que mais ganhou dinheiro foi durante a Copa do Mundo FIFA de 2014, quando teve a oportunidade de cantar para visitantes de diversos lugares do mundo. Na região central da cidade foi montada a FIFA Fan Fest, um ponto de encontro para moradores e turistas assistirem os jogos, o que acabava atraindo uma infinidade de gente. Só para se ter uma ideia, em uma das apresentações, um gringo pediu para tocar três vezes a mesma música, dando a cada bis uma nota de 20 dólares.

De segunda-feira, ele não trabalha. Acostumado a cantar mais de cinco horas diariamente, resolveu tirar o dia de folga para fazer aulas de canto, no intuito de preservar as cordas vocais com exercícios específicos. Além disso, costuma ter como mantra a máxima dos músicos que diz que “se você abandonar o seu instrumento por uma semana, ele te abandona por um mês”. Por este motivo, tem como costume estudar semanalmente o seu instrumento, já iniciando as pesquisas para seus próximos trabalhos.

– Não quero ser um músico que toca cover pelo resto da vida. É uma responsabilidade muito grande criar. Tocar algo que está pronto já é difícil, mas você consegue dependendo da música. Agora, criar algo que ninguém conhece, que é seu, partiu de você, que você sozinho idealizou, é muito mais complicado.

De tudo o que já viveu e do que ainda tem para desfrutar, sabe que seu trabalho é um agente transformador na sociedade. Teve diversas provas, mas a que mais o marcou foi no dia em que um senhor de aproximadamente 70 anos chegou devagarinho em seu show com sua bengala e um chinelão de couro. Ficou acompanhando a apresentação de Change The World do Eric Clapton e, em um determinado momento, pediu para falar com o Willian. Em seu ouvido, disse baixinho, com os olhos cheios de lágrimas:  

– Eu vinha, hoje de manhã, pensando em muitas coisas. Estou vivendo um momento muito difícil na minha família, perdi meu filho. Estava pensando em tirar a minha vida. Você sabe o que é um pai velho perder um filho jovem? Não tenho mais o que esperar. Sou aposentado, fico o dia inteiro em casa sem fazer nada. Agora, vendo você aqui, comecei a imaginar as dificuldades que possui para fazer o seu belo trabalho. O quanto você teve que lutar para estar aqui. Se eu não tinha motivos para viver, a sua força será o meu motivo.

Trecho do livro: “Palco & Asfalto – Um retrato dos artistas de rua na maior cidade do país”, de Thatiane Ferrari. 

 

Poço do Tarzan e Cachoeira do Tobogã em Paraty-RJ

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Localizados dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina, uma das maiores áreas protegidas da Mata Atlântica, estão o Poço do Tarzan e a Cachoeira do Tobogã.  A 8 km da costa, ambos são refúgios para quem busca um alívio do calor e da maresia de Paraty, no Rio de Janeiro.

O Poço do Tarzan possui uma pequena queda que forma uma espécie de piscina natural. A profundidade varia, pois possui muitos bancos de areia embaixo. Ao  lado da cachoeira existe uma enorme pedra com cerca de 10 metros de altura onde muitos corajosos gostam de pular. 

Já a Cachoeira do Tobogã é constituída por uma plataforma de pedra que pela sua formação rochosa vira um escorregador natural.

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É possível ver os moradores locais se aventurando vez ou outra, como se a cachoeira fosse mar, encarando a força da água doce como uma prancha de surf. Não tente imitar. Sério!  Vá sempre sentado. Já escutei diversas histórias e nenhuma foi legal.

Outra surpresa do lugar é que dentro da mata, bem do ladinho do Poço do Tarzan tem um bar com o mesmo nome. (http://tarzam.com.br) Para chegar lá, é preciso passar por uma ponte pênsil de madeira com um cabo de aço para as mãos. É uma aventura!

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Da rodoviária de Paraty é possível pegar um ônibus que deixa praticamente na porta, se não fosse uma pequena trilha de poucos minutos. O nome do ônibus é PENHA e você pode conferir os horários AQUI. Desça em frente à Igreja Nossa Senhora da Penha, bem branquinha, construída em cima de uma enorme rocha.  A passagem de ônibus sai por R$ 4,00 cada trecho (Janeiro/2017).

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Algumas empresas turísticas oferecem um tour de jipe até o local, em um passeio com duração de três horas, incluindo também a cachoeira da Pedra Branca e alguns alambiques. O preço sai em média de R$ 90,00 por pessoa.

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O bom de Paraty é isso, opção para todos os bolsos!

Serviço:

Poço do Tarzan e a Cachoeira do Tobogã
Km 7,5 da Estrada Paraty-Cunha

Visitando o Núcleo Cabuçu do Parque Estadual da Cantareira

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Represa de Cabuçu

Salvem-se quem puder!!! É só os termômetros marcarem acima de 30 graus que todo mundo já começa a procurar alguma maneira de se refrescar. Aqui em São Paulo não é diferente, aliás, acredito que acaba sendo até mais difícil. Piscinas públicas lotadas, trânsito caótico rumo ao litoral, casas pequenas sem quintal para mangueiradas… O jeito é procurar novas alternativas. A que eu encontrei um dia desses, junto com meus amigos, foi visitar o Núcleo Cabuçu, na parte em Guarulhos-SP, na Serra da Cantareira.

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Criado em 1963, o Parque Estadual da Cantareira possui quatro divisões: Pedra Grande, Engordador, Águas Claras e Cabuçu, que abrange os seguintes municípios: São Paulo, Caieiras, Mairiporã e Guarulhos. Ao todo são 7.916 hectares de Mata Atlântica, o equivalente a cerca de 8 mil campos de futebol, uma das maiores florestas nativas do mundo.

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Ao fundo, área para piqueniques e brinquedos infantis

O Cabuçu é um dos núcleos menos conhecidos. Possui uma estrutura muito boa com estacionamento, áreas para crianças e mesas de piquenique. Ao todo são quatro trilhas Jaguatirica (1.000 metros), Tapiti (250 metros), Sagüi (730 metros) e a que nós fomos, a da Cachoeira (5.220 metros).

O trajeto dura aproximadamente três horas, dependendo também do ritmo do grupo. A trilha é bem de demarcada no chão, então não tem perigo de se perder. Algo que achei muito positivo foi a presença de seguranças do parque durante todo o percurso. O nível de dificuldade é grande, pois exige um maior condicionamento para enfrentar as subidas. Por esse motivo é impossível ir em dias de chuva.

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Depois de enfrentar tantos percalços, certamente você nem irá reparar que a cachoeira é bem pequena, ainda mais após um delicioso banho gelado. O Parque não possui lanchonete, então para matar a fome da caminhada, o jeito é apelar para o bom e velho piquenique.

Para chegar de transporte público é fácil. Você pode pegar na estação Tietê do metrô o ônibus 337 – Jd. Acácio, que liga São Paulo a Guarulhos. Como o serviço é intermunicipal a tarifa é R$ 5,20. Fique atento aos horários, pois no final de semana costuma demorar. Confira AQUI 

Explore:


Serviços:

Núcleo Cabuçu
Av. Pedro de Souza Lopes, 7903 – Guarulhos/SP.
Fone: (11) 2401-6217 / 2406-8429 – pec.cabucu@fflorestal.sp.gov.br
Horário de funcionamento: sábado, domingo e feriados, das 8h às 17h.
Ingressos: R$ 13 e meia entrada para estudantes.
Estacionamento: R$ 4,00 moto; R$ 6,00 carro; R$ 12,00 ônibus de turismo.

Zanzemos na Adventure Sports Fair 2016

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Vontade de pegar a estrada! Sim, foi isso que senti ao participar pela primeira vez da Adventure Sports Fair, que aconteceu nos dias 12 e 16 de outubro no São Paulo Expo, aqui na capital paulista. A feira, que é a maior feira da América Latina dedicada a esportes radicais, já está em sua 17º edição, sempre levando a público as mais variadas práticas esportivas e os melhores destinos para viagens de aventura.

Acampamento, pista de snowboard e ski, tanque de mergulho, pista de skate, tanque de remada stand-up, parede de escalada, slackline, tirolesa… O evento é super completo e oferece atrativos para diferentes perfis. Eu por exemplo, não sou muito de ação, mas sempre fui encantada por motorhomes. Ainda não viajei a bordo de um, mas esse sonho está na minha “to do list” de vida!

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O tanque de mergulho foi um dos maiores sucessos da feira

Tive a oportunidade de assistir uma palestra com o pessoal da Veraneio Viajante, um casal super gente boa que viajou 40 mil km pela América do Sul a bordo de uma senhorinha de 40 anos, a Veruska. Contando os perrengues da estrada, dei risada ao saber que eles chegaram a dormir até em churrascaria.

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Palestra da Veraneio Viajante

Legal também foi ver de pertinho o biólogo e apresentador, Richard Rasmussen do Nat Geo. Ele estava por lá com um stand super agitado, atendendo de boa todo mundo e exibindo algumas de suas cobras.

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Richard Rasmussen , super simpático

Para finalizar a programação escolhi assistir a palestra da Amanda Richter e do Max Fercondini, onde eles contariam as aventuras do programa deles América do Sul Sobre Rodas, onde passaram 6 meses rodando aqui e pelos nossos vizinhos. Acontece que, por ironia do destino, acabei entrando na sala errada. Como nada é por acaso, me deparei com o Gustavo Ziller, que entre tantas coisas é escritor e montanhista.

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Gustavo Ziller, do 7cumes

A palestra dele sobre Vida Criativa me abriu diversos horizontes, ainda mais quando ele falou sobre a necessidade de ambiente produtivo para melhorar as habilidades e descobrir novas capacidades. Inspirador!

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5 passos para uma Vida Criativa

O legal é que a próxima edição da Adventure Sports Fair já tem data para ocorrer: de 26 a 29 de outubro de 2017, novamente no São Paulo Expo. No vemos lá!

Confira abaixo mais imagens do evento:

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Test Drive com carros 4×4

 

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Bungee jumping

 

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Road Trip

 

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América do Sul Sobre Rodas: carro da Amanda Richter e do Max Fercondini

 

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Detalhe do carro da Expedição América do Sul Sobre Rodas

 

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Veruska, a Veraneio Viajante!

 

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Camping Trailer da Palomino

 

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Camping Trailer da Palomino aberta

 

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Detalhes internos da Camping Trailer da Palomino

 

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Road Trip: Guru Expedição

 

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Mais Road Trip: Out Siders Brazil

 

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Parede de escalada: sucesso total entre os visitantes

 

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Pista de skate

 

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Aventura total

 

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Tanque de Remada (stand-up paddle e caiaque)

 

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Pista de Snowboard & Ski

 

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Detalhe da entrada do Stand do Richard Rasmussen

 

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Cobra do Richard Rasmussen

 

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Lançamento do livro do Richard Rasmussen

Eataly São Paulo

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A culinária italiana me atrai desde pequena, quando passava férias na casa da minha vó e esperava a hora de ajudá-la a fazer deliciosas massas. Da ida ao supermercado, passando pelo preparo e chegando ao “mangiare”, tudo aquilo me fascinava.

Todas as vezes em que tive a oportunidade de colocar os pés por lá no mesmo instante dizia adeus a dieta, me entregando a tudo que só eles podem oferecer. Em meio a uma maratona de gordices, revezamento de pasta, vinho e gelato, uma hora a orgia gastronômica acaba e o estoque de delícias trazidas no canto da mala também.

 

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Um pouco das delícias encontradas por lá

 

Nesse momento a melhor coisa a fazer é visitar a Eataly São Paulo, uma espécie de mercado, restaurante e centro pantagruélico (kkk) especializado em tudo o que há de mais delicioso na Itália. Para quem é, assim como eu, viciada em massa garanto que lá mais parece a filial do paraíso.

Até o momento eles possuem 29 lojas na Itália e espalhadas pelo mundo: Japão, Estados Unidos, Dubai, Alemanha, Istambul e no Brasil, em São Paulo (a primeira da América Latina!!!).

 

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Grande variedade de queijos

 

São mais de 7 mil produtos a venda. Você pode levar para casa molhos, massas frescas, bebidas, azeites, queijos, entre outros. Para quem prefere comer por lá a Eataly possui sete restaurantes divididos pelo espaço. Tem um só de pizza, outro de pasta, carne…. Eu preferi unir o útil ao agradável. Comi uma refeição completa e levei também uma comprinha para casa.

 

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Azeites, molhos e extratos

 

Fui em um dia da semana na hora do almoço e fiquei encantada com o que vi. Estava bem tranquilo, porém não havia mesa para pessoas sozinhas. Eles me ofereceram a parte do balcão e como aceitei nem precisei pegar fila. Os preços dos pratos são bem acessíveis. Para você ter uma ideia a massa mais barata de Spaghetti Al Pomodoro custa R$ 28,00. A mais cara acompanha frutos do mar por R$64,00 (preços de agosto/2016).

 

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Preço acessível para todos os bolsos


O momento da sobremesa, no térreo do prédio, é uma perdição à parte. São chocolates, cremes, sorvetes, crepes de Nutella. Tem para todos os gostos de bolsos. Confesso que me decepcionei um pouco com a parte de chocolates. Esperava que tivesse uma variedade de produtos da Ferrero Rocher. Meu alvo inicial eram os maravilhosos bolinhos Kinder Délice, mas não encontrei.

A programação é bem intensa com aulas sobre o preparo de risottos, pães, pastas, molhos… para adultos e crianças. A localização é ótima para quem tem carro. Se você está apenas de passagem por São Paulo ou se, como eu, você é uma pedestre convicta prepare as perninhas para a caminhada desde a estação de trem.

Confira imagens:

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Diversos tipos de ingredientes

 

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Típica pizza italiana

 

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Grande variedade no formatos das massas

 

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Sete restaurantes espalhados pela loja

 

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Chocolate!!!

 

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Ambiente amplo e agradável

 

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Arquitetura que dialoga com a luz natural

 

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Parte destinada aos doces

 

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Sobremesas


Serviço:
Eataly São Paulo
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1489 – São Paulo-SP
Horário de funcionamento: de domingo à quinta das 8h às 23h, sexta e sábado das 8h às 24h.
Informações: www.eataly.com.br

Visita guiada ao Edifício Matarazzo (São Paulo-SP)

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Vista de tirar o fôlego!

Um dos edifícios mais imponente e significativo da cidade de São Paulo está aberto a visitações. A São Paulo Turismo, empresa de lazer e eventos da cidade de São Paulo, oferece um passeio guiado gratuito dentro do Edifício Matarazzo, hoje sede da Prefeitura Municipal da cidade.

As visitas acontecem de segunda a sexta feira, sempre às 15, 17 e 19 horas. Elas possuem a duração de 1 hora e devem ser agendadas pelo e-mail visitaedificiomatarazzo@spturis.com até às 14h do dia anterior. O ponto de encontro é na Central de Informação Turística (van) do serviço da São Paulo Turismo, estacionada na frente do prédio ou na Praça Patriarca, ao lado.

Construído no final da década de 1930 para ser a sede das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, o prédio foi projetado por Severo e Vilares, com revisão do italiano Marcello Piacentini, arquiteto de Mussolini. Em estilo neoclássico com moderno, utilizando algumas simbologias do Império Romano, ele é todo revestido com mármore italiano. Consta que este foi o maior carregamento do material já trazido ao país.

Após passar por diversos outros donos como o Grupo Audi e o Banespa, apenas em 2004 o edifício se tornou propriedade do governo municipal da cidade.

Logo no saguão é possível contemplar o mosaico do Mapa do Brasil criado pelo Studio Mosaico Padoan, mostrando que as Indústrias Matarazzo estavam atuando em todo o país. Produzido em Veneza, no ano de 1939, ele só conseguiu chegar ao Brasil em 1946, com o final da segunda guerra mundial.

De lá partimos para uma pequena sala onde a guia fala um pouco sobre a história do prédio, seguida por um vídeo de apresentação.

Apenas o 3º andar (entrada pelo Viaduto do Chá) e o 5º andar (gabinete do prefeito) são tombados pelo patrimônio histórico, assim como a fachada. Durante a visita é possível visitar apenas o 3º e 14ª andar, onde está localizado o jardim. Uma curiosidade é que o prédio não possui o 13º Andar, por motivos de superstição. As visitas ao gabinete ocorrem apenas aos sábados, quando não há expediente.

Sempre sonhei em conhecer o jardim suspenso do Matarazzo e essa visita é uma grande oportunidade para quem, assim como eu, sempre teve curiosidade. O espçao possui mais de 400 espécies de plantas e árvores das mais diversas localidades do mundo, além de um pequeno lago com 19 carpas.

O passeio inclui 3 mirantes, que possuem pontos distintos de observação. Como fui em uma temporada de horário de verão, acredito que o melhor horário da visita é às 19h, quando o céu ainda está escurecendo e conseguimos captar o belíssimo entardecer da selva de pedra e suas luzes urbanas. Imperdível!

Confira imagens:

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Todas as árvores são catalogadas

 

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São mais de 400 espécies de plantas

 

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Corredor do jardim

 

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Lago com carpas

 

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Mosaico italiano

 

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Com a Câmara Municipal de São Paulo ao fundo

 

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De noite, iluminada

 

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Grupo visitante

 

Serviços:

Edifício Matarazzo
Viaduto do Chá, 15 – Anhangabaú – Centro – São Paulo.
Visitas: Segunda a sexta-feira, 15, 17 e 19 horas.
Agendamento: visitaedificiomatarazzo@spturis.com até às 14h do dia anterior.

Catavento Cultural (São Paulo-SP)

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É proibido não tocar, mexer e fuçar. A ordem aqui é colocar as mãos para funcionar!

Mantendo a nova tradição de São Paulo em abrigar ambientes culturais em patrimônios históricos, o Catavento Cultural e Educacional é uma das mais novas instituições da cidade. Dedicado à ciência e tecnologia, o espaço cultural foi instalado no antigo prédio da prefeitura da cidade, o Palácio das Indústrias.

Dividido entre os temas Universo, Vida, Engenho e Sociedade, o visitante é convidado a interagir com todo o acervo por meio de avançados recursos tecnológicos nas 250 instalações distribuídas em 4 mil metros quadrados. Desvendar os sons do universo, utilizar microscópios de alta tecnologia e realizar uma viagem em 3D pelas paisagens da cidade do Rio de Janeiro são apenas alguns dos atrativos espalhados pelo prédio.

Tive a oportunidade em conhecer o espaço durante a semana, o que certamente me deu uma maior liberdade para explorar e permanecer nas salas durante o meu tempo. Lembrando que o acervo não é voltado apenas para crianças. Nós adultos também temos vez aqui.

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Faz parte também da coleção da instituição peças do Museu de Tecnologia de São Paulo, que em 2009 foi desalojado de seu prédio, próximo à Universidade de São Paulo (USP). Constituído por 36 peças, o acervo está instalado na área externa do museu. Entre as peças estão uma carroça-pipa com rodas de ferro, importada da cidade de Milão (Itália) datada de 1870 e utilizada na limpeza das vias de terra da cidade até o início do século 20, locomóveis, usados para gerar energia, e um avião DC-3, da década de 1940.

Na minha opinião existe um extremo descuido com este acervo, já que peças centenárias ficam expostas a céu aberto.



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Barra pesada – é como eu chamaria os arredores do Catavento Cultural. Por este motivo, aconselho seriamente a você ir de carro e estacionar lá dentro. Caso não tenha essa possibilidade, a estação mais próxima é a Dom Pedro II. Dá para ir à pé, porém com atenção redobrada.

Se você tiver disposição, a dica é esticar (cuidadosamente, pois a região não é muito segura) até o Mercado Municipal de São Paulo e aproveitar as delícias da gastronomia paulistana.


 

Serviços:
Catavento Cultural e Educacional
Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/n – Parque Dom Pedro, São Paulo – SP
Transporte público: próximo à estação Dom Pedro II
(11) 3315-0051
Ingressos: R$ 6,00 (inteira) – R$ 3,00 (meia entrada)
www.cataventocultural.org.br

 

Museu da Língua Portuguesa (São Paulo-SP)

 

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As paredes do edifício histórico instalado junto à Estação da Luz, coração do centro histórico paulistano e ponto de chegada e partida de diversos imigrantes, foi estrategicamente escolhido para abrigar, desde 2006, o Museu da Língua Portuguesa.

Tratando de um assunto não palpável, a instituição inovou dando ao espaço rústico um ar tecnológico por meio de uma tela de 106m de extensão onde projetores realizam simultaneamente a exibição de vídeos relatando o dia a dia da língua portuguesa, a relação da sociedade com o idioma e as diferentes formas e influências que ela sofreu no decorrer dos anos.

No primeiro andar, há temporariamente grandes exposições sobre escritores que deixaram de alguma forma a sua marca na lingua portuguesa. Já passaram por lá mostras sobre Oswald de Andrade, Clarisse Lispector, Machado de Assis, Jorge Amado, entre outros grandes nomes da literatura brasileira.

Já segundo andar, totens interativos, jogos etimológicos e vídeos cibernéticos fazem parte da estrutura do museu, que tem como grande destaque a Praça da Língua, um espaço multimídia composto por projetores e áudios levam os visitantes as origens do português falado no Brasil.

Não se esqueça de já na bilheteria solicitar a senha para a grande atração da  terceira parte do Museu: a Praça da língua, uma espécie de planetário linguístico com vídeos e projeções sobre a influência do idioma na nossa cultura.

Destaque também para o elevador que conduz o visitante pelas instalações do museu. Lá dentro é possível entre um andar e outro, escutar uma espécie de mantra composto pelo músico Arnaldo Antunes, que repete “língua” e “palavra” em diversos outros idiomas.



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A grande dica é visitar o museu aos sábados quando a entrada é gratuita. Se tiver tempo, estique o passeio até a Pinacoteca do Estado, localizada no prédio da frente.

 



Serviços:
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz – Centro – São Paulo – SP
Transporte público: A estação de trem e metrô mais próxima é a Luz.
(11) 3322-0080
Ingressos: R$ 6,00 (inteira) / R$ 3,00 (meia entrada)  – Sábados: entrada gratuita
www.museudalinguaportuguesa.org.br

Minha cidade: São Paulo!

 

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Antes de sair por aí conhecendo outros lugares, nada melhor do que aventurar-se dentro da sua própria cidade. Escolhi São Paulo para viver e reviver todos os dias e nela vivencio as maravilhas e tormentas de uma grande metrópole.

Neste espaço quero reunir minhas descobertas, olhares e paladares sobre a terra da garoa e arredores.

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