Bate e Volta: Campos do Jordão-SP

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Já virou tradição. Todos os anos é só a temperatura baixar que a pequena cidade de Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, lota de pessoas atrás de seus atrativos naturais, arquitetônicos e gastronômicos.

Com um ar europeu, o município localizado a 181 quilômetros da capital paulista, costuma reunir durante todo o período de inverno visitantes com um grande poder aquisitivo. Prepare o bolso! Comida, diversão e hospedagem não são nada baratos por lá.

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Vila Capivari – Centrinho de Campos do Jordão-SP

Por isso, apresento a vocês a maneira mais baixo custo que encontrei para conhecer o lugar: bate e volta com excursão.

Diversas empresas oferecem o pacote que, na maioria das vezes possuem os mesmos preços e atrações, incluindo ou não o almoço. Dentre as que conheço e promovem passeios desse tipo estão a Gnomos Tour, a Fully Viagens, a Ecotrips e a Urbanos em Aventuras.

Foi com a Urbanos em Aventuras que resolvi conhecer Campos do Jordão. O transporte saiu da frente do Memorial da América Latina, próximo ao metrô Barra Funda. De lá, partimos para mais ou menos três horas de estrada até o nosso destino.

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Pico do Itapeva

O roteiro começou pela Ducha de Prata, uma queda d’agua artificial que servia de antigamente para banhar os hóspedes da antiga Pensão Inglesa. No local é possível encontrar barraquinhas com malhas, produtos artesanais e souvenirs, além de atividades de ecoturismo como arvorismo e tirolesas.

Já estava incluso no pacote o almoço no Sergios, um restaurante com comida caseira à vontade e uma variedade de carnes, saladas e guarnições.  

Seguimos para a Fábrica de Chocolates Araucária, onde pudemos conhecer um pouco sobre a história do doce: da produção dos bombons até o momento da degustação.

 

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Depois foi a hora de conhecer o Pico do Itapeva tem umas das vistas mais privilegiadas de toda a Serra da Mantiqueira. Daqui, do alto de seus 2.035m de altitude é possível avistar 12 cidades do Vale do Paraíba. Passeio imperdível para os amantes da natureza.

Tivemos uma parada rápida no Mosteiro de São João das Monjas Beneditinas para o sorteio dos brindes da viagem. Um lindo campo com um lago, árvores e capela fazem parte do cenário repleto de tranquilidade.

Finalizando o roteiro, chegamos a Vila Capivari, o movimentado centro que possui diversos bares, restaurantes, cervejarias, casas de chocolates e lojas com malharias.

Recomendo muito esse tipo de viagem com excursão. Além de sair bem mais em conta, é a oportunidade de você visitar um novo local e fazer novas amizades!

Casa de Anne Frank em Amsterdã

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Imagine ficar dois anos completamente trancado com mais sete pessoas em um espaço apertado, sendo obrigado a acordar todos os dias para viver uma rotina no silêncio com medo do esconderijo ser descoberto a qualquer momento.

Essa é a história de Anne Frank, uma das mais famosas vítimas da perseguição nazista aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945, após morrer de tifo em um campo de concentração na Alemanha aos quinze anos de idade, a garota deixou ao mundo seu diário com páginas que mostram, em meio aos encantos da puberdade, o que é viver em tempos de genocídio.

O livro Diário de Anne Frank fez parte da minha adolescência. Foi por meio dele que tive meu primeiro contato com essa parte da história, com os horrores de Hitler e a crença doentia das raças superiores. Seus escritos rodaram o mundo e deram voz aos milhões de judeus mortos no holocausto, sendo traduzidos para mais de setenta idiomas.

Desde 1960, Amsterdã, na Holanda abriga a “Casa de Anne Frank”, um museu que chama a atenção de todos para a história de vida da garota judia, com o objetivo promover uma reflexão sobre os perigos do antissemitismo, da discriminação e do racismo, além de reforçar a importância da democracia, liberdade e igualdade de direitos. Para se ter uma ideia o local recebe cerca de um milhão de visitantes por ano, leitores que, assim como eu, sonhavam em conhecer o Anexo Secreto e sentir de perto ela, essa menina tão especial.

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Tive a oportunidade de visitá-lo e conto tudo aqui para vocês:

Ingressos 

É importante planejar com antecedência a sua visita. Das 9h até às 15h30, o museu recebe apenas as pessoas que compraram antecipadamente o ingresso pela internet. Após esse horário é que abrem as bilheterias para a venda do dia. Quando fui, comprei o ticket 2 meses antes pelo site. No dia da visita, vi que já tinha uma fila grande de espera desde às 13h30. O valor do ingresso é de E$ 9,00, mais uma taxa de reserva de E$ 0,50 por ticket.

A Visita  

Você deve chegar na hora exata, pois os bilhetes são válidos apenas na data e horário escolhidos. Expirados não podem ser mais utilizados. Ao entrar na recepção você já recebe o áudio-guia que conduzirá a visita em diversas línguas, inclusive português. Infelizmente não é permitido tirar fotos dentro do museu. Começamos por toda a parte de baixo, nos armazéns e escritórios da Opekta, empresa do pai de Anne, distribuidora de pectina, agente gelatinoso usado no preparo de geléias.

De lá partimos para a parte de cima. Não existem móveis, apenas telas nas paredes que mostram em reconstituição como era antes da invasão. O Anexo Secreto fica atrás de uma estante, subindo um grande degrau. Atenção especial para quem tem problema de mobilidade.

Ter a oportunidade de entrar e visitar todos os cômodos, é algo emocionante. Pensar que Anne viveu ali com sua família e amigos durante anos é assustador.

Loja

Posters, postais, canetas… A loja da Casa Anne Frank reúne diversos objetos, estudos e livros em diversas línguas. Comprei o catálogo oficial do museu em português e recomendo bastante, pois como não podemos tirar fotos, o livro disponibiliza diversas imagens do abrigo, além de contar detalhes da história. Serão E$10,00 muito bem investidos.

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Dicas

  • É imprescindível ler antes o livro, para conseguir compreender um pouco da atmosfera que aquelas paredes carregavam. Tudo é muito bem explicativo, mas nada substitui o contato direto com a obra.
  • O Google Cultural Institute oferece uma exposição virtual em português sobre A Casa da Anne Frank. Confira AQUI

Como chegar

A Casa Anne Frank está situada no canal Prinsengracht, nºs 263-267, no centro de Amsterdã. Partindo da Estação Central , leva cerca de 20 minutos caminhando, é pertinho! Os bondes 13, 14 e 17 – além dos ônibus 170, 172 e 174 – param perto do museu, no ponto “Westermarkt”.

Jazz em Malta

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Para quem curte jazz o The Bridged Bar, em Malta, é certamente o melhor lugar do país para escutar boa música, uma ótima alternativa para fugir dos clubes de Paceville e Saint Julian.

Localizado em uma pequena viela na capital Valletta, o bar reúne todas as sextas-feiras um público jovem e descontraído para shows gratuitos em uma escadaria.

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Almofadas coloridas espalhadas pelo chão   servem não apenas de conforto para quem senta, mas ajuda também a compor parte da decoração que é iluminada à luz de velas.

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Para completar a experiência são oferecidos vinhos, cervejas, petiscos e sanduíches por preços convidativos, tudo no estilo self-service. Há mesas ao ar livre, porém devem ser reservadas com antecedência.

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Os músicos começam a tocar por volta das 20h30, mas é bom chegar cedo para garantir lugar já que o local costuma lotar. Imperdível!

Serviços:
The Bridged Bar
258, Saint Ursula Street – Valletta – Malta
https://www.facebook.com/www.bridgebar.valletta   

Projeto Palco & Asfalto – Willian Lee (in memoriam)

Willian Lee - Palco e Asfalto - Thatiane Ferrari
O músico que faz das ruas seu local de trabalho fica suscetível a todo o tipo de interferência externa. Não apenas da chuva, que faz com que o artista tenha que encerrar o show antes da hora, ou do sol, que desafina o instrumento. Estar ali, diariamente exposto, faz florescer o sentimento de companheirismo junto ao público, sendo, a cada dia, surpreendido por ele. Willian Lee sabe bem disso.

Aquele parecia ser um dia normal e assim foi. Chegou ao centro da cidade, na região da Santa Ifigênia, com seu carrinho de mão adaptado. Dentro dele, uma bateria de carro, mesa de som e tablet. A infinidade de fios naturalmente demarcava o palco improvisado, composto ainda pelo pedestal do microfone e a caixa de som. Como de costume, começou a fazer um som.

Na dinâmica frenética da cidade com pessoas indo e voltando, partindo e chegando, o pedido de um rapaz que perguntava se poderia gravar o show foi respondido com um “Claro, é sempre um prazer!”.

Deu conta após alguns dias quando um amigo de outra cidade ligou perguntando se Willian sabia o que estava acontecendo. Só percebeu que havia algo diferente quando abriu o Facebook e se deparou com milhares de solicitações de amizade e mensagens, além da caixa de entrada do e-mail lotada.

Um vídeo dele tocando Sultans of Swing da banda britânica Dire Straits, postado no site YouTube por Léo Franclin, seu fã, inexplicavelmente tinha se tornado, na linguagem das redes sociais, um viral com 500 mil visualizações apenas de quinta para sábado. A alta circulação do material o fez alcançar uma grande popularidade e o transformou, do dia para a noite, em um fenômeno da internet.

Este texto poderia terminar aqui, porque nas entrelinhas tudo já teria sido dito. Mas toda história tem um começo, na maioria das vezes, um pouco difícil. A dele não foi diferente.

Nascido em Belo Horizonte, filho de um militar e uma dona de casa, Willian ganhou dos pais uma forte herança musical. Em seu lar, o rádio ficava o tempo todo ligado, sintonizado nas canções sertanejas de raiz. Na visita até a casa dos tios na roça, eram as modas de viola caipira que embalavam suas tardes.

Já influenciado pelos amigos da escola, estreou na música em 1983, aos quatorze anos, apresentando um cover da música Billie Jean, do Michael Jackson, no programa Clube da Criança. Com dezesseis, ganhou o primeiro violão da mãe e, de maneira autodidata, começou a tirar das cordas seus primeiros acordes.

Como não nasceu em berço de ouro, demorou alguns anos para ganhar a tão sonhada guitarra. Quando enfim recebeu o presente, descobriu, naquele momento, o que queria fazer para o resto da vida. Só não sabia que, assim como seu ídolo da infância Bruce Lee, também teria que lutar para conquistar seu espaço.

O instrumento virou a extensão de seu corpo, um pedaço de si. Atrás de guitarristas amigos do bairro, pedia dicas de como tocar. Eles escondiam as manhas, os truques, ensinavam errado ou passavam para frente só o manejo básico.

Começou a trabalhar como vendedor de sapatos e roupas em uma loja do comércio e, só assim, pode pagar as aulas em uma escola de música. Porém, conciliar as oito horas de labuta em pé com os estudos não foi fácil. O rendimento e a evolução musical vinham a passos pequenos, o que incomodava demasiadamente o músico.

Como comerciante, conseguiu mudar para o ramo de vendas de instrumentos musicais. Ampliou seus horizontes, e São Paulo fez a sua parte: abriu as portas para o recepcionar. Acostumado ao rock and roll, blues e jazz, foi conhecendo o cenário musical da cidade que se aproximou do country music. Praticamente, teve que reaprender a tocar.

Mantendo de dia a profissão de vendedor, começou a tocar na noite paulistana. Logo já estava participando dos shows de grandes nomes do sertanejo, entre eles o cantor Sérgio Reis. A rotina cansativa não intimidava o jovem músico, ao contrário, o aproximava, cada vez mais, da concretização do seu sonho de viver da arte. Ficou nessa vida por dois anos, até o famoso sertanejo sofrer um derrame cerebral e ter a sua agenda de shows inteira cancelada, sem previsão de volta.

Certo dia, tocando na loja em que trabalhava, seu cliente e amigo, Sérgio Murillo, perguntou o motivo pelo qual Willian ainda não se apresentava nas ruas. Sem nunca ter pensado nisso, colocou na balança o amor ao instrumento, os anos de dedicação e, acima de tudo, a angústia de querer tocar e não ter lugar. Viu que, se não tomasse uma atitude radical, continuaria para o resto da vida trabalhando na área de vendas.

Tomou coragem com as dicas do amigo músico. Largou o ofício de comerciante e foi para as ruas, virar definitivamente artista. Essa data ele nunca irá esquecer: 10 de fevereiro de 2014. Tímido, na frente do Café Girondino, próximo ao metrô São Bento, tremia mais que vara verde. Foi difícil acertar uma música.

Depois, pegou o gosto. Começou a desenvolver um trabalho mais elaborado, identificando o que o público queria. Simples e de família humilde, não demorou muito para se adaptar ao contato direto com o povo. Sentia-se em casa, dando asas à nostalgia ao tocar músicas dos anos 60 aos 90, ritmos que embalaram muitos momentos marcantes nos capítulos da vida dos passantes do centro da cidade.

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Willian conquistou a diferença e, após o sucesso repentino, viu sua vida mudar de vez. Hoje, até o momento, seu vídeo mais famoso possui mais de 5 milhões e 630 mil visualizações. Diversos sites internacionais especializados em música replicaram seu material. Sem contar com as outras músicas também disponíveis no YouTube, que juntas contabilizam aproximadamente 10 milhões de visitas. E estes números só crescem.

Em uma tarde qualquer de um sábado, ele consegue atrair, a cada canção que toca, mais de 100 pessoas ao seu redor. Nem precisaria ter a placa “colabore com o artista” na caixinha de contribuições. Espontaneamente, as pessoas deixam ali dentro o reconhecimento em forma de nota. Se fosse agradecer verbalmente a cada um que colabora, não conseguiria cantar.

O CD, com músicas de composição própria, são vendidos por R$ 10,00. A cada música finalizada, ele para no intuito de autografar o material. As pessoas fazem fila, e ele conversa rapidamente de maneira carinhosa com todos. Enquanto isso, vai entretendo a plateia, contando passagens da sua vida, dedicando a próxima canção ou falando alguma curiosidade do cover que irá fazer.

Aliás, quem organiza toda a estrutura são seus irmãos. Como toda família, às vezes, tem um quebra pau, mas eles acabam sempre de alguma forma se entendendo. Cada um possui uma função, o que ajuda também a estabelecer uma harmonia melhor entre eles. Saionara cuida da parte dos eventos, fechando os contratos para shows.

Rodrigo cuida das gravações das bases musicais no estúdio, e Fernando está com Willian todos os dias na rua. Todos ajudam na administração das redes sociais, porém responder aos fãs ficou humanamente impossível. O artista recebe mais de 200 mensagens e e-mails diariamente.

Foram alguns desses recados de admiradores que fez com que Willian fosse até de Juiz de Fora, em Minas Gerais, fazer um show na rua. Quando chegou em uma das praças principais da cidade, foi recepcionado por uma multidão de gente e pelo policiamento municipal que não o deixou tocar. Mesmo com gritos e pedidos de que a apresentação fosse autorizada. não conseguiu continuar o show. Pediu aos policiais para fazer a saideira e recolheu seu material.  

A rua hoje, na verdade, serve como uma vitrine para o artista. É lá que ele consegue os contatos para shows e eventos em diversas localidades do país, além da oportunidade de gravar alguns programas de televisão como o Encontros da Fátima Bernardes, Altas Horas do Serginho Groisman, Programa do Ratinho com o Carlos Massa, entre outros.

A época em que mais ganhou dinheiro foi durante a Copa do Mundo FIFA de 2014, quando teve a oportunidade de cantar para visitantes de diversos lugares do mundo. Na região central da cidade foi montada a FIFA Fan Fest, um ponto de encontro para moradores e turistas assistirem os jogos, o que acabava atraindo uma infinidade de gente. Só para se ter uma ideia, em uma das apresentações, um gringo pediu para tocar três vezes a mesma música, dando a cada bis uma nota de 20 dólares.

De segunda-feira, ele não trabalha. Acostumado a cantar mais de cinco horas diariamente, resolveu tirar o dia de folga para fazer aulas de canto, no intuito de preservar as cordas vocais com exercícios específicos. Além disso, costuma ter como mantra a máxima dos músicos que diz que “se você abandonar o seu instrumento por uma semana, ele te abandona por um mês”. Por este motivo, tem como costume estudar semanalmente o seu instrumento, já iniciando as pesquisas para seus próximos trabalhos.

– Não quero ser um músico que toca cover pelo resto da vida. É uma responsabilidade muito grande criar. Tocar algo que está pronto já é difícil, mas você consegue dependendo da música. Agora, criar algo que ninguém conhece, que é seu, partiu de você, que você sozinho idealizou, é muito mais complicado.

De tudo o que já viveu e do que ainda tem para desfrutar, sabe que seu trabalho é um agente transformador na sociedade. Teve diversas provas, mas a que mais o marcou foi no dia em que um senhor de aproximadamente 70 anos chegou devagarinho em seu show com sua bengala e um chinelão de couro. Ficou acompanhando a apresentação de Change The World do Eric Clapton e, em um determinado momento, pediu para falar com o Willian. Em seu ouvido, disse baixinho, com os olhos cheios de lágrimas:  

– Eu vinha, hoje de manhã, pensando em muitas coisas. Estou vivendo um momento muito difícil na minha família, perdi meu filho. Estava pensando em tirar a minha vida. Você sabe o que é um pai velho perder um filho jovem? Não tenho mais o que esperar. Sou aposentado, fico o dia inteiro em casa sem fazer nada. Agora, vendo você aqui, comecei a imaginar as dificuldades que possui para fazer o seu belo trabalho. O quanto você teve que lutar para estar aqui. Se eu não tinha motivos para viver, a sua força será o meu motivo.


Trecho do livro: Palco & Asfalto, de Thatiane Ferrari. 

 

De Split para Ancona – um passeio pelo Mar Adriático

Love is how you stay alive,even after you are gone.
Com praias, lagos, ilhas e paisagens de tirar o fôlego, a Croácia vem a cada dia mais se consolidando como um importante destino no verão europeu. Povo receptivo, moeda barata e infraestrutura: não é para menos!

Mas, para quem pretende conhecer esse paraíso, um aviso! Não existem vôos diretos das capitais brasileiras até as cidades croatas. A alternativa é fazer uma conexão em algum aeroporto europeu próximo. Meu vôo de volta tinha como saída o Fiumicino, de Roma.

Aí que entra a dica: o trajeto de Ferry Boat de Split, na Croácia e Ancona, na Itália. Ou vice-versa.

Diversas empresas fazem o serviço, porém escolhi a Blue Line , por atender as minhas expectativas em relação ao horário e bolso: €42,00 pelo trajeto .

Com a saída marcada para 20h15, o ticket pede para que você esteja às 18h30 no porto de Split.

Cheguei no horário marcado e fui direto para a imigração, que logo na entrada já carimbou meu passaporte (a Croácia não faz parte do Espaço Schengen).

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Pôr do sol no mar adriático

 

Pronto, já estava a bordo do M/F Regina Della Pace! Do deck dá para você ver o pôr-do-sol atrás dos morros que cercam Split, refletindo no mar adriático, enquanto bebe um drink em um dos diversos bares e lanchonetes espalhados pelo barco.

Por lá encontrei dois restaurantes, um que oferecia pratos à la carte e outro estilo self-service. Óbvio que só o último era compatível com o meu orçamento. €6 por um super prato cheinho de massa ao pomodoro.

Depois, aproveitei para ficar um pouco no Night Club, tomar um chocolate quente, apreciar os corajosos do karaokê e ver a final do MasterChef Hrvatska.

Como o meu ticket não dava direito a cabine, fiquei perambulando pela embarcação até ser vencida pelo cansaço e encarar definitivamente a minha poltrona. Não sei se era a época ou o horário, pois estava um pouco vazio. Parecia que tinha mais funcionários que passageiros.

No horário previsto a embarcação ancorou às 7h30, em Ancona, na Itália.

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Bar do deck

 

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Vista do deck

 

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Às vezes parecia que eu estava sozinha no barco

 

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Espaço do Night Club

 

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Sucos naturais

 

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Como não tinha cabine, dormi na poltrona

 

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Clique para ampliar

 

Serviço:
Ferry Boat Blue Line
Split X Ancona – Ancona X Split


Poço do Tarzan e Cachoeira do Tobogã em Paraty-RJ

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Localizados dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina, uma das maiores áreas protegidas da Mata Atlântica, estão o Poço do Tarzan e a Cachoeira do Tobogã.  A 8 km da costa, ambos são refúgios para quem busca um alívio do calor e da maresia de Paraty, no Rio de Janeiro.

O Poço do Tarzan possui uma pequena queda que forma uma espécie de piscina natural. A profundidade varia, pois possui muitos bancos de areia embaixo. Ao  lado da cachoeira existe uma enorme pedra com cerca de 10 metros de altura onde muitos corajosos gostam de pular. 

Já a Cachoeira do Tobogã é constituída por uma plataforma de pedra que pela sua formação rochosa vira um escorregador natural.

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É possível ver os moradores locais se aventurando vez ou outra, como se a cachoeira fosse mar, encarando a força da água doce como uma prancha de surf. Não tente imitar. Sério!  Vá sempre sentado. Já escutei diversas histórias e nenhuma foi legal.

Outra surpresa do lugar é que dentro da mata, bem do ladinho do Poço do Tarzan tem um bar com o mesmo nome. (http://tarzam.com.br) Para chegar lá, é preciso passar por uma ponte pênsil de madeira com um cabo de aço para as mãos. É uma aventura!

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Da rodoviária de Paraty é possível pegar um ônibus que deixa praticamente na porta, se não fosse uma pequena trilha de poucos minutos. O nome do ônibus é PENHA e você pode conferir os horários AQUI. Desça em frente à Igreja Nossa Senhora da Penha, bem branquinha, construída em cima de uma enorme rocha.  A passagem de ônibus sai por R$ 4,00 cada trecho (Janeiro/2017).

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Algumas empresas turísticas oferecem um tour de jipe até o local, em um passeio com duração de três horas, incluindo também a cachoeira da Pedra Branca e alguns alambiques. O preço sai em média de R$ 90,00 por pessoa.

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O bom de Paraty é isso, opção para todos os bolsos!

Serviço:

Poço do Tarzan e a Cachoeira do Tobogã
Km 7,5 da Estrada Paraty-Cunha

Passagem gratuita para idosos

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Por falta de conhecimento e muitas vezes por pensar que é algo complicado muitos idosos acabam não fazendo uso do direito de utilização do transporte coletivo rodoviário gratuito.

O Estatuto do Idoso, com base na Lei Federal nº 10.741, de 1º/10/2003, garante a gratuidade no serviço de trasporte coletivo urbano e no transporte intermunicipal aos usuários maiores de 65 anos. Já no transporte interestadual, ele garante a reserva de dois assentos gratuitos, além de conceder desconto de 50% no valor da passagem aos cidadãos maiores de 60 anos, com renda igual ou inferior a dois salários mínimos vigente.

No entanto, para os moradores de São Paulo houve uma ampliação por meio da Lei Estadual nª 15.179, de 23/12/2013, regulamentada com o Decreto Estadual nº 60.085, de 22/01/2014, concedendo a reserva de dois assentos por ônibus rodoviário convencional para pessoas com idade a partir de 60 anos, conforme a Cartilha Passagem Gratuita Para Idosos, documento criado em parceria entre a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) com a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP).

Esse material é muito importante para esclarecer as possíveis dúvidas quanto a utilização desse direito, bem como suas regras. Consulte abaixo:

​Áudio-Guia pelo Mundo

Design sem nomePara alguns essa minha atitude pode parecer muito fuinha, para outros um grande achado. Sim, como uma boa capricorniana sou mão de vaca por natureza (colocando a desculpa no signo…). Na verdade, gosto de investir o meu dinheiro em coisas indispensáveis e que possam valer a pena no final da jornada.

Acontece que, pesquisando em alguns sites por aí consegui localizar uma série de áudio-guias totalmente gratuitos para baixar, com os detalhes e a história super completa de diversos pontos turísticos de diferentes cidades espalhadas pelo mundo.

A utilização e fácil. Basta baixar o áudio, o mapa e seguir caminhando. Simples e gratuito!

A utilização desse dispositivo possui diversos pontos positivos. Posso destacar a mobilidade e a autonomia durante o roteiro, ou seja, você pode colocar no repet todas as vezes que achar necessário e permanecer em determinado ponto o quanto quiser. Se você for contabilizar a economia de cada um dos tours, que sairiam em média 10 euros cada um, realmente compensa e muito. É só converter!

Por outro lado, a parte negativa e não fazer aquelas típicas amizades de tours e também não ter ninguém ali para tirar uma dúvida caso você precise.

Mesmo com os prós e os contras eu resolvi utilizar os áudios na última viagem pelo Leste Europeu e a minha avaliação foi super positiva.

Organizei alguns áudios em espanhol no meu MP3 e baixei todos os mapas no IPad. Assim, podia escutar e ir andando conforme a minha vontade. Meus passeios deram super certo em Dubrovnik e em Split, na Croácia, em Vienna, na Áustria e em Praga, na República Tcheca.

Às vezes é possível encontrar mais de um tipo de áudio e alguns específicos para determinados bairros, como o Bairro Judeu de Praga.

Em determinadas regiões e nos países mais turísticos sempre existe um grupo de jovens oferecendo serviços de walk tour nas principais praças, que pode compensar muito se você estiver em grupo. Porém, no meu caso como sempre viajo sozinha e meu inglês não é tão perfeito, encontrar essa saída foi bem melhor.

Tem lugares até, como em Dubrovnik, que eles alugam o aparelho de áudio para você fazer o tour sozinho pela rua. A grande diferença de baixar é que você vai usar o seu equipamento e não pagar nada.

A maioria dos áudios baixei nesses sites:

Áudio Viator: http://www.audioviator.com/es/

Áudio Guias Grátis: http://www.audioguiasgratis.com/mundo.html

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Feriados Nacionais 2017

Viajantes que somos, não poderíamos deixar de lhe ajudar a organizar suas próximas peripécias pelo Brasil nos feriados nacionais que estão por vir. E aí, Zanzemos?

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Núcleo Cabuçu do Parque Estadual da Cantareira

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Represa de Cabuçu

Salvem-se quem puder!!! É só os termômetros marcarem acima de 30 graus que todo mundo já começa a procurar alguma maneira de se refrescar. Aqui em São Paulo não é diferente, aliás, acredito que acaba sendo até mais difícil.

Piscinas públicas lotadas, trânsito caótico rumo ao litoral, casas pequenas sem quintal para mangueiradas… O jeito é procurar novas alternativas. A que eu encontrei um dia desses, junto com meus amigos, foi visitar o Núcleo Cabuçu, na parte em Guarulhos-SP, na Serra da Cantareira.

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Criado em 1963, o Parque Estadual da Cantareira possui quatro divisões: Pedra Grande, Engordador, Águas Claras e Cabuçu, que abrange os seguintes municípios: São Paulo, Caieiras, Mairiporã e Guarulhos. Ao todo são 7.916 hectares de Mata Atlântica, o equivalente a cerca de 8 mil campos de futebol, uma das maiores florestas nativas do mundo.

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Ao fundo, área para piqueniques e brinquedos infantis

O Cabuçu é um dos núcleos menos conhecidos. Possui uma estrutura muito boa com estacionamento, áreas para crianças e mesas de piquenique. Ao todo são quatro trilhas Jaguatirica (1.000 metros), Tapiti (250 metros), Sagüi (730 metros) e a que nós fomos, a da Cachoeira (5.220 metros).

O trajeto dura aproximadamente três horas, dependendo também do ritmo do grupo. A trilha é bem de demarcada no chão, então não tem perigo de se perder. Algo que achei muito positivo foi a presença de seguranças do parque durante todo o percurso. O nível de dificuldade é grande, pois exige um maior condicionamento para enfrentar as subidas. Por esse motivo é impossível ir em dias de chuva.

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Depois de enfrentar tantos percalços, certamente você nem irá reparar que a cachoeira é bem pequena, ainda mais após um delicioso banho gelado. O Parque não possui lanchonete, então para matar a fome da caminhada, o jeito é apelar para o bom e velho piquenique.

Para chegar de transporte público é fácil. Você pode pegar na estação Tietê do metrô o ônibus 337 – Jd. Acácio, que liga São Paulo a Guarulhos. Como o serviço é intermunicipal a tarifa é R$ 5,20. Fique atento aos horários, pois no final de semana costuma demorar. Confira AQUI 

Explore:


Serviços:

Núcleo Cabuçu
Av. Pedro de Souza Lopes, 7903 – Guarulhos/SP.
Fone: (11) 2401-6217 / 2406-8429 – pec.cabucu@fflorestal.sp.gov.br
Horário de funcionamento: sábado, domingo e feriados, das 8h às 17h.
Ingressos: R$ 13 e meia entrada para estudantes.
Estacionamento: R$ 4,00 moto; R$ 6,00 carro; R$ 12,00 ônibus de turismo.

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